Enfrentando muito calor, chuva e longas filas, os filipinos depositaram seus votos nas urnas da eleição geral nesta segunda-feira, mas muitos viram-se frustrados ao descobrir que não existiam oficialmente.
"Estou profundamente irritada", disse Elena Isleta, de 40 anos, em Manila. "Há 45 minutos estou tentando descobrir em que centro de votação meu nome foi inscrito. Então eu resolvi sair porque ninguém mais me dava atenção, já que meu nome não estava em lista nenhuma".
A organização Movimento Nacional dos Cidadãos por Eleições Livres (Namfrel) disse, depois do fechamento das urnas na segunda-feira, que as listas incompletas haviam impedido cerca de 2 milhões de pessoas de votar.
"A votação foi desorganizada e confusa. Estamos desapontados", afirmou Damaso Magbual, coordenador da Namfrel.
As autoridades registraram alguns episódios de violência durante a votação, na qual a presidente do país, Gloria Macapagal Arroyo, deve derrotar o ator Fernando Poe Jr, segundo pesquisas.
Fãs cercaram Poe quando ele votou em San Juan (Manila).
O bairro é lar do também ator e ex-presidente Joseph Estrada, derrubado do poder em um levante militar em 2001. Estrada encontra-se atualmente detido sob acusação de corrupção.
No distrito de Pampang, norte da capital, o número de soldados e de jornalistas superava o de eleitores antes da chegada de Arroyo ao local.
Os assessores de Poe e de Arroyo trocaram acusações de tentativas de fraude.
A Comissão das Eleições previa um comparecimento às urnas de entre 80 a 85 por cento dos 43 milhões de eleitores do país.
As autoridades disseram estar preocupadas com os casos de violência e de fraudes, mas os problemas com a lista de eleitores parecem ter sido os mais graves até o momento. Os eleitores procuram por seu nome e número em listas de registro, recebem uma cédula e depois escrevem a mão 20 ou mais nomes dos candidatos em que desejam votar.