Rio de Janeiro, 25 de Setembro de 2026

Eleições afegãs foram justas, mas violência impediu que fossem inteiramente livres

A eleição presidencial do Afeganistão foi, em geral, justa mas não completamente livre por causa da violência e do clima de medo impostos pelo Talebã, que gerou um baixa presença nas urnas no sul do país. A análise está na maioria dos jornais europeus, neste sábado. Os resultados do pleito ainda não foram publicados mas ambos os lados estão declarando vitória. Atual presidente perdeu votos no sul do país, reduto do Talebã

Sábado, 22 de Agosto de 2009 às 12:26, por: CdB

A eleição presidencial do Afeganistão foi, em geral, justa mas não completamente livre por causa da violência e do clima de medo impostos pelo Talebã, que gerou um baixa presença nas urnas no sul do país. A análise está na maioria dos jornais europeus, neste sábado. Os resultados do pleito ainda não foram publicados mas ambos os lados estão declarando vitória. Contudo, o enviado de Washington à região Richard Holbrooke disse que o presidente Hamid Karzai e seu principal rival Abdullah Abdullah haviam prometido respeitar o resultado e evitar a violência.

Diplomatas dizem esperar que Karzai vença a primeira rodada, mas as pesquisas estão muito apertadas para dizer se o atual presidente terá uma maioria absoluta ou se ele terá de enfrentar Abdullah num segundo turno. Autoridades ocidentais e do Afeganistão se mostraram aliviadas que a violência não impediu a eleição de acontecer na quinta-feira passada depois que militantes do Talebã prometeram parar o processo e realizar ataques esporádicos em todo o país, na manhã da eleição.

Ataques e ameaças assustaram muitas pessoas, em especial no sul do país, onde o Talebã tem mais força. Já que se esperava que os eleitores no sul apoiassem Karzai, a baixa presença nas urnas lá aumenta a chance de haver um segundo turno.

– A eleição foi, em geral, justa. Mas livre não seria o caso em algumas partes do país por causa do terror – disse o general Philippe Morillon, líder da missão de observação das eleições da União Européia.

A UE, como outros grupos ocidentais que acompanharam o processo eleitoral, teve poucos funcionários que conseguiram chegar às violentas províncias do sul. Ao menos nove civis afegãos e 14 membros das forças de segurança foram mortos no dia da eleição, quando bombas choveram sobre as cidades, especialmente na região sul.

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