Milhões de colombianos votaram no domingo para eleger o sucessor do presidente Álvaro Uribe. Na liderança da corrida para o segundo turno em junho estão um ex-ministro que empreendeu um combate à guerrilha e um excêntrico ex-prefeito. Mas, a grande surpresa das eleições colombianas foi a vantagem conseguida nas urnas pelo candidato do governo para o segundo turno. Juan Manuel Santos conseguiu mais do que o dobro dos votos dados ao ex-prefeito de Bogotá, Antanas Mockus, que até o dia da eleição aparecia como praticamente empatado nas pesquisas com o candidato apoiado por Alvaro Uribe.
Os dois principais candidatos - o ex-ministro da Defesa Juan Manuel Santos e o prefeito de Bogotá por dois mandatos Antanas Mockus - prometem manter a política de segurança de Uribe e criar empregos. Os resultados deste domingo mostram a confirmação da popularidade do atual presidente da Colômbia e apontam para uma vitória sem muitas dificuldades no segundo turno para Juan Manuel Santos.
Aliado-chave dos Estados Unidos na região, Uribe mostrou que ainda mantém a aprovação popular depois de dois mandatos marcados por sua guerra contra o tráfico de drogas e sua abordagem pró-negócios, que aumentou o investimento estrangeiro no país em cinco vezes.
Os colombianos compareceram em massa para votar em todo o país andino, e helicópteros da polícia sobrevoaram os locais de votação em uma das campanhas mais pacíficas do país.
"O país precisa do que nós tivemos até agora: firmeza - para que não caiamos nas mãos dos fracos", disse Manuel Gomez, de 42 anos, lavador de carros, que votou em Santos, em Bogotá.
Com uma queda nos índices da violência nos últimos oito anos, a maioria dos colombianos está agora mais preocupada com emprego, educação e saúde do que com os conflitos. Muitos estão cansados dos escândalos que marcaram o segundo mandato de Uribe.
O próximo líder vai herdar uma melhor segurança e nível de investimento, mas também uma lenta recuperação econômica, um déficit grande, o desemprego de dois dígitos e uma disputa comercial com a Venezuela, onde o presidente socialista Hugo Chávez está irritado com a influência Estados Unidos na região.