O local é um monumento nacional, um marco na cidade de Cingapura e, nesta semana, o Hotel Raffels se tornará o caldeirão do lobby das cidades candidatas a organizar as Olimpíadas de 2012, na disputa mais acirrada da história dos Jogos.
Seus salões em estilo colonial serão tomados por dirigentes, celebridades e pessoas de relações públicas de Londres, Madri, Moscou, Nova York e Paris em busca de todos os espaços para obter votos pelo direitos de abrigar os Jogos.
Já foram gastos milhões e outros milhões de dólares foram prometidos pelas cinco candidatas da eleição, que há um ano só reúne pesos-pesados.
Mas o que vale é a votação secreta dos membros do Comitê Olímpico Internacional (COI) de 6 de julho no centro de convenções Raffles.
Deverão votar 115 membros, em uma disputa complexa que envolve motivos e interesses. A votação vai eliminar cidades até que uma delas obtenha a maioria dos votos.
O presidente do COI, Jacques Rogge, espera poder anunciar a vencedora às 19h30 locais (08h30 de Brasília) da próxima quarta-feira.
A única certeza é que a disputa pelos Jogos de 2012 será a mais controversa da história olímpica.
- Nunca vi algo assim antes. Todas as cinco candidatas são cidades grandes. Para quem perder será muito difícil de aceitar. As apostas vão ser extremamente altas em Cingapura - disse uma fonte próxima ao COI.
Paris ainda é considerada a favorita pela maioria dos comentaristas olímpicos, com Londres seguindo de perto. Londres tenta demonstrar confiança.
- Vamos a Cingapura sabendo que temos uma candidatura com excelente capacidade técnica, que temos o Reino Unido apoiando e que estamos dispostos a fazer os maiores Jogos no coração desta grande cidade e deste grande país - disse o líder da candidatura de Londres e ex-campeão olímpico Sebastian Coe, ao partir para a Ásia nesta segunda-feira.
O executivo-chefe, Keith Mills, também foi efusivo.
- Estamos prontos a fazer um evento de baixo risco. Temos o financiamento, a permissão de planejamento e o terreno e temos uma visão que deixará um legado para o esporte, para a comunidade e para o país; uma visão que transforma vidas e gera novo interesse no ideal olímpico - diss ele.
Paris também está animada, tanto que o presidente Jacques Chirac estará em Cingapura na próxima quarta-feira para promover sua capital. Será a primeira vez que um presidente de república chefiará uma delegação francesa na candidatura olímpica.
- Junto com o prefeito de Paris, Bertrand Delanoe... vamos promover o 'Amour des Jeux' de toda a nação e vamos apresentar aos membros do COI a visão que conduz o projeto olímpico da França - disse o Palácio Elysee.
A candidatura de Nova York saiu de curso nas últimas semanas com o bloqueio, pelo Estado, da construção de um novo estádio olímpico no West Side de Manhattan, mas o comitê NY2012 divulgou na semana passada novos planos para um estádio para 80.000 pessoas em Queens.
A candidatura recebeu o apoio da secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice.
A esperança de Madri sofreu um golpe na forma de carro-bomba no último fim de semana perto do estádio olímpico.
Mas os espanhóis continuam confiantes.
- Um ataque não pode alterar os critérios segundo os quais a cidade olímpica é selecionada - disse o prefeito de Madri e chefe da campanha, Alberto Ruiz Gallardon.
-Madri tem uma segurança excelente - acrescentou.
A maioria dos comentaristas concorda que Moscou está fora, em quinto lugar, mas a equipe russa também mantém a confiança. Moscou insiste que o COI ainda não decidiu, apesar de ter recebido a pior avaliação do comitê.
- A comunidade esportiva russa espera que o COI tome uma decisão positiva - disse a equipe.
O presidente do COI, Rogge, afirma que a disputa está muito equilibrada.
- Temos cinco cidades com projetos muito sofisticados e similares em qu