Rio de Janeiro, 20 de Maio de 2026

Eleição no Irã ajuda programa nuclear e repressão, diz exilada

Sábado, 25 de Junho de 2005 às 10:05, por: CdB

A eleição de um ultraconservador para a presidência do Irã levará a um aumento da repressão interna e alimentará o desejo de Teerã de adquirir armas nucleares, disse no sábado uma líder oposicionista no exílio.

Maryam Rajavi, baseada na França e auto-denominada presidente eleita do Conselho Nacional de Resistência do Irã (CNRI), disse que as eleições foram fraudadas e amplamente boicotadas.

O CNRI, que quer derrubar os clérigos governantes do Irã, deu no passado informações precisas sobre os sítios nucleares no Irã e forçou Teerã a reconhecer seu programa nuclear.

- Não há dúvida de que o regime dos mulás vai emergir muito mais fraco - das eleições, disse Rajavi, cujo CNRI é o braço político dos Mujahideen do Povo, um movimento guerrilheiro classificado como terrorista pelos EUA.

- Ele então elevará a repressão dentro do país, aumentará a exportação do terrorismo e do fundamentalismo religioso para o exterior -  disse ela.

Rajavi classificou o presidente eleito Mahmoud Ahmadinejad, prefeito de Teerã, de "terrorista e assassino", cujo pedido de reconciliação nacional foi tão falso como o resultado da eleição.

- O que ele quer dizer é que as outras facções do regime deveriam se unir a ele e a seu líder supremo para reprimir o povo iraniano, ajudá-los a exportar o terrorismo e conseguir poder nuclear o mais breve possível.

Teerã congelou seu programa de enriquecimento de urânio, que poderia produzir combustível para usinas nucleares ou para armas, sob um acordo assinado em novembro com Reino Unido, França e Alemanha. Eles ofereceram ao Irã incentivos para suspender e desmantelar o programa.

Rajavi disse que o Conselho de Segurança da ONU deveria aprovar resoluções obrigatórias condenando o programa nuclear e o histórico terrorista do Irã, e pediu o fim da "conciliação" ocidental com o Irã.

- A completa consolidação do poder nas mãos das facções mais extremistas do regime dos mulás é o resultado da política de conciliação adotada por alguns governos em relação ao regime, esperando encorajar e promover os chamados moderados.

- Acabamos com um oficial da Guarda Revolucionária e terrorista a cargo do Executivo, - disse Rajavi.

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