Rio de Janeiro, 16 de Março de 2026

ElBaredei crítica Bush: "Espero que todos aprendam com o Iraque"

Diretor da Agência Internacional de Energia Atômica, Mohamed ElBaradei não poupou críticas à gestão do presidente norte-americano George W. Bush. Ele disse, nesta sexta-feira, que a guerra no Iraque deve servir de lição para que os países não recorram ao uso da força antes de esgotar completamente os esforços diplomáticos. (Leia Mais)

Sexta, 08 de Dezembro de 2006 às 09:24, por: CdB

Diretor da Agência Internacional de Energia Atômica, Mohamed ElBaradei não poupou críticas à gestão do presidente norte-americano George W. Bush. Ele disse, nesta sexta-feira, que a guerra no Iraque deve servir de lição para que os países não recorram ao uso da força antes de esgotar completamente os esforços diplomáticos. O egípcio afirmou que a agência, uma das principais instâncias das Nações Unidas (ONU), está aliviada por ter confirmado sua avaliação, de antes da guerra, de que não havia armas de destruição em massa no Iraque.

- Espero que todos aprendam com a situação do Iraque. Espero que as pessoas não se precipitem no futuro e usem armas... a não ser que estejam absolutamente seguras de que há um perigo claro e presente - disse ElBaradei após conferência no Ministério de Pesquisa e Tecnologia da Indonésia.

Os Estados Unidos e seus aliados invadiram o Iraque em 2003 alegando que o país tinha armas de destruição em massa, mas até o momento, nenhuma arma deste tipo foi encontrada.

- Lamento por quaisquer perdas de vidas civis como resultado da guerra. Sabemos que a guerra não resolve um conflito, na maioria dos casos complica a situação - disse ElBaradei.

Sobre o programa nuclear iraniano, ElBaradei afirmou que Teerã não deve ter pressa em relação ao seu programa de enriquecimento de urânio, uma vez que o país não tem nenhum reator atômico em operação. Ele defendeu a retomada das negociações com o Irã, argumentando que só sanções não são uma solução. O Irã rejeita a acusação ocidental de que está desenvolvendo armas nucleares, mas ignorou a ordem do Conselho de Segurança da ONU para suspender o programa de enriquecimento.

Seis potências mundiais - EUA, Rússia, China, França, Grã-Bretanha e Alemanha - discutem atualmente uma resolução da ONU que imporia sanções à República Islâmica.

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