Segundo as fontes, os documentos para a recuperação judicial da OSX, do empresário Eike Batista, já estão prontos e o pedido junto à justiça do Rio de Janeiro pode ocorrer a qualquer momento. Em comunicado nesta quarta-feira, a OSX informou que sua subsidiária OSX Construção Naval renovou empréstimo-ponte de R$ 461,4 milhões com a Caixa e destinado à implantação da Unidade de Construção Naval no Porto do Açu, no Rio de Janeiro.
Segundo o texto, a renovação do empréstimo vale por 12 meses a partir do vencimento original, em 19 de outubro deste ano. O contrato de garantia firmado com o Banco Santander S.A., também foi aditado pelo mesmo prazo. Um outro empréstimo-ponte similar obtido pela mesma subsidiária junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) teve seu vencimento prorrogado em 15 de outubro por 30 dias e conta com garantia emitida pelo Banco Votorantim S.A.
A OSX informou que a unidade acertou com o Santander e Votorantim, acordos de "standstill", válidos até outubro de 2014, que incluem cláusulas relativas "ao possível exercício do direito legal à recuperação judicial da companhia". A OSX tinha dívidas de R$ 5,3 bilhões até junho, com R$ 1,1 bilhão na Caixa Econômica Federal.
Se confirmada, a recuperação judicial da OSX ocorrerá dias após a petrolífera OGX, também controlada por Eike, fazer pedido semelhante na 4a vara empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o maior dá história por uma empresa da América Latina.
O empréstimo foi tomado para a implantação da Unidade de Construção Naval do Açu. A OSX informou que fez acordos com os bancos garantidores – Santander e Votorantim, “que incluem cláusulas relativas ao possível exercício do direito legal à recuperação judicial da companhia”. O acordo é válido até outubro de 2014.
“A gestão financeira da companhia é parte da sua rotina financeira. A OSX vem trabalhando junto aos agentes financeiros para adequar seu perfil de endividamento às necessidades de curto, médio e longo prazo visando o desenvolvimento dos seus projetos”, acrescentou a empresa.
No último dia 30, a petroleira OGX, também de Eike Batista, entrou com pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Com o pedido, as ações da empresa deixaram de ser negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).
Naquela data, as dívidas sem garantia acumuladas da OGX somavam US$ 5,1 bilhões, dos quais US$ 3,6 bilhões referem-se a bônus emitidos no exterior. No dia 29 de outubro, a petroleira anunciou que não conseguiu firmar um acordo com os credores depois de meses de negociação. No início de outubro, a empresa deixou de pagar US$ 45 milhões de juros de dívidas emitidas no exterior.
Na página da OGX na internet, a empresa informava que tinha recursos em caixa para operar apenas até o fim deste ano. A companhia ressaltou ainda que precisará de US$ 250 milhões para cumprir as obrigações até março de 2014.