Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Eike Batista pretende vender participação em minas de minério

O empresário Eike Batista tenta vender ativos de carvão da CCX e de ouro da AUX, além de participação na produtora de minério de ferro MMX, em meio à limitação de caixa para executar projetos que requerem grandes cifras.

Quarta, 26 de Junho de 2013 às 11:03, por: CdB
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O empresário Eike Batista tenta vender ativos de carvão da CCX e de ouro da AUX
O empresário Eike Batista tenta vender ativos de carvão da CCX e de ouro da AUX, além de participação na produtora de minério de ferro MMX, em meio à limitação de caixa para executar projetos que requerem grandes cifras. O banco de investimento BTG Pactual está envolvido nas tratativas para vender os ativos de ouro e carvão na Colômbia, apoiado por especialistas estrangeiros, afirmou à Reuters nesta terça-feira uma fonte ligada ao Grupo EBX, holding de Eike. Segundo informações da revista Exame, as ações da CCX na Bovespa aceleraram a alta após a notícia da Reuters, encerrando a sessão com valorização de 12,05 %, na máxima do dia. Procurada, a EBX afirmou que as empresas não vão comentar o assunto. Na véspera, a MMX informou em comunicado ao mercado que avalia "oportunidades de negócios". O próprio Eike chegou a comentar em meados do ano passado que fundos de pensão da Colômbia estavam interessados nas suas reservas de carvão. Na ocasião, o empresário estudava a venda de 30 % da sua companhia de carvão, avaliada então por ele em US$ 4 bilhões. Segundo a fonte ouvida pela Reuters, as condições de dificuldade do grupo poderão levar à venda do controle ou à totalidade dos seus ativos de carvão e de ouro, e não apenas uma parte deles como previa o executivo anteriormente. A CCX é resultado de uma cisão da MPX, a empresa de energia do grupo de Eike Batista, e detém significativas reservas de carvão já certificadas. O projeto inicial da CCX prevê aportes em infraestrutura, com a construção de 150 km de ferrovia e um porto. O bilionário também anunciou, em meados de 2012, que planejava vender participação de 49 % na empresa de ouro, e avaliou o negócio em 2 bilhões de dólares. Criada em 2010, a AUX detém direitos minerários na região de California-Vetas e La Bodega, na Colômbia.  
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