Por jornal pequeno ( Zé brasileiro) 17/06/2011 às 10:25
O MPT (Ministério Público do Trabalho) de Campos vai abrir inquérito para investigar denúncias de más condições de trabalho e descumprimento de obrigações trabalhistas nas obras do Complexo do Porto do Açu, do empresário Eike Batista, em São João da Barra (RJ, a 320 quilômetros da capital fluminense).
http://www.jornalpequeno.com.br/2011/4/3/morte-em-obra-de-eike-batista-em-cidade-do-rio-sera-investigada-151062.htm
Morte em obra de Eike Batista em cidade do Rio será investigada
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3 de abril de 2011 às 10:43
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O MPT (Ministério Público do Trabalho) de Campos vai abrir inquérito para investigar denúncias de más condições de trabalho e descumprimento de obrigações trabalhistas nas obras do Complexo do Porto do Açu, do empresário Eike Batista, em São João da Barra (RJ, a 320 quilômetros da capital fluminense).
Trabalhadores acusam a ARG Civil Port, consórcio contratado pela LLX, de subnotificar acidentes de trabalho e obrigar trabalhadores a exercer suas funções sem condições físicas.
Entre os casos investigados está a morte de Bruno Gomes de Souza, 22. Ele trabalhava no canteiro de obras da ARG e foi eletrocutado no dia 19 de junho de 2010.
Os pais de Bruno, o agricultor Zuel Gomes de Souza, 59, e a dona de casa Maria Elisabeth Gomes de Souza, 52, dizem que seu filho único morreu por negligência.
Segundo eles, o operador do guindaste em que o rapaz trabalhava não estava devidamente habilitado. ?O responsável tinha saído, e colocaram uma pessoa sem experiência no lugar?, diz a mãe.
A função de Bruno era fazer encaixe do guindaste junto ao material que seria transportado. O equipamento entrou em contato com a corrente elétrica, e o operário levou descarga de 13.800 volts.
Segundo a família, ele era contratado como servente, mas, dos 17 meses de trabalho, só 5 foram nessa função.
?Ele fez uns cursos para trabalhar nos guindastes, e já não atuava como servente. Mas não houve nenhuma mudança no contracheque.?
Os pais de Bruno afirmam que ninguém foi responsabilizado e que não houve assistência à família após a ocorrência. ?Vieram aqui no dia seguinte, mas não apareceram mais. Não quero dinheiro, quero justiça?, diz o pai.
As denúncias encaminhadas ao MPT tratam de más condições dos ônibus que levam os operários ao canteiro de obras até atendimento médico inadequado. Os trabalhadores apelidaram o serviço médico de ?veterinária?.
Outro lado ? Procurada, a ARG Engenharia informou que não responderia à reportagem.
Em nota, a LLX afirmou cumprir ?todas as normas e determinações da legislação trabalhista? e exigir, em contrato, o mesmo de seus parceiros e prestadores.
O consórcio, afirma, ?arcou com as despesas do funeral, o atendimento à família e deu início a apuração para averiguação dos fatos?.
(Folha de S. Paulo)
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OBS. O TÍTULO - postado no CMI - é de responsabilidade de quem fez a postagem - Zé Brasileiro - (CMI).
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