Eike Batista teria deixado de pagar uma parcela do contrato com empreiteiros espanhóis
Um dos principais negócios do empresário Eike Batista, a OSX, estaleiro do empresário Eike Batista, não apresenta qualquer nova notícia ao público, em sua página na internet, desde o dia 4 de março deste ano, quando começaram a pipocar as informações de que passa por sérias dificuldades de caixa. Embora alegue uma cláusula de confidencialidade em um contrato específico com uma empresa espanhola que ameaça pedir a falência do grupo, até o fechamento desta edição, nenhum pronunciamento do empresário foi divulgado para esclarecer a posição em que se encontra, economicamente, após a notícia veiculada na edição deste domingo do diário conservador paulistano Folha de S. Paulo, a de que a empresa "deu calote em ao menos um fornecedor e está sendo pressionada por bancos a pagar ou renegociar R$ 2 bilhões em dívidas de curto prazo".
Segundo o jornal, a "OSX não honrou um pagamento de cerca de R$ 500 milhões à construtora espanhola Acciona. As duas empresas seguem negociando, mas a Acciona não descarta pedir a falência da OSX. Os espanhóis estavam construindo o píer de atracação de navios do estaleiro da OSX no porto do Açu, em São João da Barra, no litoral norte do Rio de Janeiro (RJ). O porto, que pertence a empresa de logística LLX, é outro megaprojeto de Eike".
Na nota inicial, a OSX informa que "os contratos com fornecedores têm cláusulas de confidencialidade que impedem a empresa de comentar". Na Espanha, segundo a agência inglesa de notícias Reuters afirma que os porta-vozes da Acciona não foram localizados para comentar imediatamente o assunto.
"Advogados contratados por Eike e a equipe do banco BTG estão negociando intensamente nas últimas semanas com fornecedores e bancos credores para evitar a recuperação judicial ou até a falência da OSX. O maior receio é um efeito dominó nas empresas do grupo EBX, que já sofrem com uma crise de confiança dos investidores. No último ano, o valor de mercado das companhias do 'império X'(que reúne OGX, MPX, OSX, LLX, MMX e CCX) caiu R$ 36 bilhões, para R$ 9,74 bilhões", informa o diário.
"A situação da OSX é tão grave que o estaleiro conta com a assessoria do escritório de advocacia Mattos Filho e contratou a empresa especializada em reestruturação de dívidas Alvarez & Marsal. Esta foi a responsável pela recuperação judicial da Varig. A Acciona é uma das principais fornecedoras da OSX. Segundo o balanço do primeiro trimestre do ano, a OSX deve R$ 724 milhões a fornecedores -R$ 623 milhões a companhias de fora do país", conclui o texto.
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