Rio de Janeiro, 17 de Setembro de 2026

Eike Batista "ainda está muito longe do fundo do poço", avalia fonte

Quinta, 28 de Novembro de 2013 às 10:39, por: CdB
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Endividamento de muitas empresas reforça ideia de que queda de Eike Batista não é fato isolado Mapa das áreas onde a OGX ainda mantém postos de prospecção de petróleo e gás (clique para ampliar)
Após perder posições no ranking mundial dos bilionários e ver as ações de sua principal companhia, a OGX, transformarem-se em pó, na queda vertiginosa que sofreu nos últimos meses, o hoje ainda milionário Eike Batista, segundo fonte ouvida pela reportagem do Correio do Brasil, "ainda está muito longe do fundo do poço, mesmo porque há vários poços que, no futuro, poderão tirá-lo do atoleiro em que se meteu". – No plano de recuperação da OGX, Batista tem comprado de volta, abaixo de R$ 0,10 as ações que custaram, no semestre passado, mais de R$ 50,00. Caso se confirmem as expectativas dos geólogos e a empresa consiga bons resultados nos campos petrolíferos que lhe restam, principalmente na Bacia do Espírito Santo, poderá haver uma reviravolta nos preços das ações – avalia a fonte. Nesta quinta-feira, por determinação do empresário, a assembleia que determinará a queda do "X" no nome da petroleira, encerrando assim crença de que a letra multiplicaria ganhos, e não prejuízos ao combalido império, foi transferida para o dia 6 de dezembro. A assembleia geral extraordinária de acionistas também tende a ratificar o pedido de recuperação judicial, conforme edital de segunda convocação divulgado na noite passada. A assembleia estava prevista para o dia 26 de novembro, mas não ocorreu por falta de quórum mínimo. A endividada petroleira OGX pretende mudar o nome para Óleo e Gás Participações S.A. A proposta anterior, para ser rebatizada como Óleo e Gás Brasil S.A., foi "inviabilizada por razões de colidência perante o órgão público de registros mercantis", disse a companhia, em documento submetido aos reguladores na noite de quarta-feira. O grupo empresarial de Batista, que entrou com pedido de recuperação judicial em outubro, é hoje o conglomerado latino de capital aberto com maior prejuízo no terceiro trimestre, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira pela consultoria Economatica. Amostra feita pela consultoria lista 15 empresas de capital aberto com maiores prejuízos no terceiro trimestre entre empresas de capital aberto da América Latina e dos Estados Unidos. A empresa com o maior prejuízo da amostra é a United States Steel do setor de siderurgia e metalurgia, com prejuízo no terceiro trimestre de US$ 1,791 bilhão. Apesar de ser a primeira latina da lista, a OGX está na quinta colocação no ranking geral, com prejuízo de US$ 953,1 milhões. A sexta colocada é a OSX, com prejuízo de US$ 794,8 milhões.
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Entre as 15 empresas com maiores prejuízos, há mais duas brasileiras: a Eletrobrás na 11ª posição e a HRT Petróleo na 13ª posição. O levantamento mostra que o grupo EBX, de Eike Batista, acumula US$ 1,8 bilhões de prejuízo no terceiro trimestre de 2013. Análise feita com 15 empresas somente da America Latina, tem 11 empresas do Brasil, duas do México e duas da Argentina. A Petroleira OGX, do grupo de Eike Batista, começou a reportar uma série de problemas a partir de fevereiro deste ano. Desde a perfuração do terceiro poço no campo de Tubarão Azul, o único da companhia no mar, a produção se manteve sempre muito abaixo do esperado. Ao contrário dos 15 mil barris por dia estabelecido como meta, o desempenho estagnou em cerca de 5 mil barris/dia. Investidores e bancos começaram a ficar receosos de que as empresas do grupo X não entregassem o prometido. As ações derreteram na Bolsa. Esperança Apesar dos resultados negativos, a OGX iniciou, juntamente com sua parceira franco-britânica Perenco, a busca por petróleo e gás na Bacia do Espírito Santo, no final de 2011. Em outubro de 2012, a Companhia devolveu à ANP o bloco exploratório BM-ES-38, do qual a OGX detinha 50% de participação. Após a análise dos resultados obtidos no bloco, a OGX optou por não proceder com o segundo período exploratório. Mas manteve os blocos BM-ES-39, 40 e 41, ainda em parceria com a Perenco. É nestes blocos que reside parte das esperanças da companhia. Além desses ativos de exploração, o Grupo Perenco tem atuado com sucesso na África Ocidental. A empresa busca um crescimento orgânico por meio do desenvolvimento de qualquer descoberta na Bacia do Espírito Santo, onde busca novas oportunidades de empreendimentos e prepara-se para futuras rodadas de licitações da ANP através da avaliação geológica das bacias sedimentares do Brasil. A OGX mantém, ainda, postos de prospecção nas bacias do Pará-Maranhão, do Parnaíba e na Colômbia. Em nota aos acionistas, sobre a proposta de recuperação econômica, distribuída na noite passada, a companhia "esclarece que, a despeito de as negociações terem progredido de forma positiva, somente será possível considerar que as partes chegaram a um acordo vinculante quando forem estabelecidos todos os termos e condições dos documentos definitivos, os quais serão prontamente divulgados".
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