Rio de Janeiro, 04 de Setembro de 2026

EI ataca governo e curdos em dupla ofensiva na Síria

Combatentes do Estados Islâmico lançaram ataques simultâneos contra o governo sírio e milícias curdas, voltando a assumir ações ofensivas depois de perder terreno nos últimos dias para forças lideradas pelos curdos perto da capital de seu “califado”.

Quinta, 25 de Junho de 2015 às 07:59, por: CdB
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Civis, que segundo ativistas foram feridos por combatentes do Estado Islâmico em Kobani, aguardam para cruzar fronteira com a Turquia
  Combatentes do Estados Islâmico lançaram ataques simultâneos contra o governo sírio e milícias curdas, voltando a assumir ações ofensivas depois de perder terreno nos últimos dias para forças lideradas pelos curdos perto da capital de seu “califado”. Depois de recentes derrotas para forças curdas apoiadas por ataques aéreos liderados pelos Estados Unidos, o Estado Islâmico procurou retomar a iniciativa com investidas contra a cidade curda iraquiana de Kobani, na fronteira turca, e áreas controladas pelo governo sírio em Hasaka, no nordeste da Síria. Em uma ofensiva separada na multifacetada guerra civil Síria, uma aliança de rebeldes no sul do país também lançou na quarta-feira um ataque com o objetivo de expulsar as forças do governo da cidade de Deraa. Os ataques do Estado Islâmico ocorrem duas semanas depois do avanço contínuo dos curdos no território sob controle desse grupo linha-dura islamita, chegando a uma distância de 50 quilômetros de sua capital de facto, Raqqa, numa ação que os Estados Unidos consideraram um sucesso. Os Estados Unidos e seus aliados europeus e árabes vêm bombardeando desde o ano passado o Estado Islâmico para tentar esmagar o grupo, que há um ano proclamou um califado para governar todos os muçulmanos do território da Síria e do Iraque. A campanha liderada pelos Estados Unidos enfrentou sérios reveses no mês passado, quando o Estado islâmico se apoderou de importantes cidades na Síria e Iraque. O mais recente avanço curdo na Síria novamente alterou o jogo de forças em detrimento dos jihadistas, mas os combatentes do Estado Islâmico costumam adotar a tática de avançar em outros lugares quando perdem terreno em alguma área. Um ataque separado do Estado Islâmico na quarta-feira em Kobani, também conhecida como Ayn ​​al-Arab, começou com pelo menos um carro-bomba em uma área perto da fronteira com a Turquia, disseram autoridades curdas e o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, entidade de observação do conflito. Combatentes do Estado Islâmico estavam lutando com forças curdas na própria cidade.

Decapitação

O Observatório Sírio de Direitos Humanos informou nesta quinta-feira, sobre a decapitação de 12 combatentes de facções sírias, opostas ao grupo no leste da região de Al Qalamoun, na fronteira com o Líbano, as mortes foram cometidas pelo Estado Islâmico.

De acordo com informações do Vocativ, um dos mortos seria membro da Al Qaeda. As vítimas foram capturadas pelos radicais entre o final de maio e o começo de junho durante os combates entre o Estado Islâmico e grupos sírios em Al Qalamoun, segundo a ONG, que cita um vídeo dessa organização. Em um trecho do vídeo, um membro do Estado Islâmico dirige palavras ao líder do Exército do Islã, Zahran Alloush, cuja organização combate os extremistas: "Alloush, estes são seus soldados que foram seduzidos por suas mentiras, seus sussurros e seus acenos". O jihadista também faz um apelo aos seguidores de Alloush para que se arrependam diante de Deus. Também pede às famílias de Guta, região que cerca Damasco e adjacente a Al Qalamoun, para que respondam ao "chamado de Deus", e em seguida, os jihadistas degolam suas vítimas.
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