Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Egito tenta garantir liberdade de diplomata seqüestrado

Sábado, 24 de Julho de 2004 às 07:38, por: CdB

O Egito tenta neste sábado garantir a libertação do diplomata Mohamed Mamdouh Qutb, sequestrado na sexta-feira ao sair de uma mesquita em Bagdá. Ele é o terceiro na hierarquia da embaixada egípcia no Iraque e o primeiro diplomata a ser vítima da onda de sequestros.

- Estamos envolvidos em intensas negociações para tentar assegurar a libertação dele - disse uma fonte da embaixada egípicia na capital iraquiana. - Ficamos tão chocados. Ele é um homem muito decente e religioso.

O sequestro de um diplomata de alto escalão em frente a um templo religioso representa um passo de sofisticação por parte dos militantes e aumenta a gravidade da onda de sequestros no Iraque que até agora envolvia, em sua maioria, motoristas de caminhões.

Em um caso separado, um grupo que ameçou decapitar sete reféns estrangeiros lançou um novo prazo de 48 horas para a empresa kuwaitiana que os emprega, pedindo que prisioneiros iraquianos sejam libertados de cadeias no Kuwait e nos Estados Unidos --uma demanda que está fora da alçada da empresa.

Na tarde de sexta-feira, imagens veiculadas pela TV árabe al-Jazeera mostraram o diplomata egípcio, que tem por volta de 50 anos, sentado em frente a seis homens armados e encapuzados, integrantes de um grupo que se intitula "Leões da Brigada de Deus no Iraque".

- O grupo disse que o sequestro é uma resposta aos comentários do primeiro-ministro egípcio, Ahmed Nazif, de que Cairo está pronta para oferecer sua experiência em segurança ao governo interino do Iraque - informou o canal árabe.

O primeiro-ministro interino do Iraque, Iyad Allawi, visitou Cairo nesta semana e discutiu a possibilidade de usar soldados egípcios no treinamento das forças iraquianas, mas nenhum acordo foi selado e as autoridades egípcias procuram enfatizar isso. O ministro de Relações Exteriores do Egito, Ahmed Aboul Gheit, afirmou que o envio de forçcas ou pessoal militar ao Iraque "não foi um assunto proposto de modo algum".

Os militantes sequestraram dezenas de trabalhadores estrangeiros no Iraque desde abril, como forma de pressionar as tropas e companhias estrangeiras a sair do país. Vários reféns foram mortos e em dois casos as demandas dos sequestradores foram atendidas.

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