Rio de Janeiro, 25 de Agosto de 2026

Egito: "Explodam as igrejas enquanto eles celebram o Natal", dizia um vídeo atribuído à Al-Qaeda

Cristãos ortodoxos coptas do Egito celebraram nesta quinta-feira a véspera de seu Natal em meio a um forte esquema de segurança devido ao temor de novos atentados como o de 31 de dezembro, que matou 23 pessoas em Alexandria (norte do país).

Sexta, 07 de Janeiro de 2011 às 07:58, por: CdB

Policiais armados foram destacados para proteger as igrejas onde os coptas se reúnem para marcar a data. Enquanto isso, houve apelos para que muçulmanos façam vigília diante das igrejas coptas – que congregam a maioria dos cristãos egípcios –, como um gesto de solidariedade. Mas alguns sites de radicais islâmicos falaram em novos ataques e publicaram online endereços de igrejas coptas no Egito e na Europa, com instruções de como atacá-las. “Explodam as igrejas enquanto eles celebram o Natal ou em qualquer outro momento em que elas estejam cheias”, dizia um vídeo atribuído à rede extremista Al-Qaeda que circula na internet. O correspondente da BBC no Cairo Jon Leyne diz que a desconfiança entre cristãos e muçulmanos tem crescido no Egito, reforçada pela deterioração econômica e pelo descrédito do sistema político. Violência sectária O atentado na igreja Al-Qiddisin, em Alexandria, foi o pior ato de violência sectária no Egito na última década e desencadeou protestos de cristãos, que acusam o governo de estimular a discriminação e de não fazer o suficiente para protegê-los. Em resposta, autoridades aumentaram a segurança nos templos coptas no Egito e também em algumas cidades da Europa. Ao mesmo tempo, nos últimos meses, os cristãos coptas têm sido acusados por muçulmanos de manterem pessoas convertidas ao Islamismo na igreja contra a sua vontade. Em outubro, o grupo militante Estado Islâmico do Iraque, ligado à Al-Qaeda, ameaçou os coptas egípcios e exigiu que os supostos convertidos fossem libertados. Estima-se que os coptas representem entre 7% e 14% da população egípcia.

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