Egito acusa grupo palestino por ataque a igreja cristã
Autoridades egípcias responsabilizaram neste domingo um grupo militante palestino ligado à rede Al Qaeda pelo ataque a uma igreja na cidade de Alexandria, que matou pelo menos 21 pessoas no dia 1º de janeiro. O ministro egípcio do interior, Habib al-Adli, afirmou ter "provas decisivas" de que o Exército do Islã planejou e executou a explosão.
Autoridades egípcias responsabilizaram neste domingo um grupo militante palestino ligado à rede Al Qaeda pelo ataque a uma igreja na cidade de Alexandria, que matou pelo menos 21 pessoas no dia 1º de janeiro.
O ministro egípcio do interior, Habib al-Adli, afirmou ter "provas decisivas" de que o Exército do Islã planejou e executou a explosão do lado de fora da igreja copta, cristã, logo após a missa de Ano Novo.
O grupo negou estar envolvido com a explosão. Um porta-voz da organização disse não ter "nenhuma conexão com o ataque à igreja do Egito".
– Mas louvamos aqueles que realizaram o ataque –, afirmou o porta-voz.
O governo egípcio não forneceu mais detalhes para sustentar as acusações.
O Exército do Islã é acusado pelos sequestros do soldado israelense Gilad Shalit, em 2006, e do jornalista da BBC Alan Johnston, em 2007, ambos em Gaza.
Mas há poucos detalhes sobre a atividade do grupo no exterior, afirmou o correspondente.
O atentado contra a igreja copta de Alexandria, sede de uma diocese católica, deixou pelo menos mais 40 feridos e se converteu em um dos mais graves ataques contra cristãos no Egito em quase dez anos.
Ainda não se sabe se a explosão foi causada por um carro-bomba ou acionada por um suicida.
Em resposta, membros da comunidade cristã, minoritária, saíram às ruas para protestar contra o que consideraram uma negligência do governo em garantir a sua segurança.
Centenas de cristãos atacaram uma mesquita próxima, incendiando carros e entrando em confronto com a polícia e muçulmanos.
Cerca de 10% da população do Egito é formada pela minoria cristã copta, sendo que a maior parte da população do país é muçulmana.
Desde o início das investigações, o governo egípcio disse suspeitar de envolvimento de um grupo estrangeiro no ataque, duvidando que a violência tenha sido resultado da ação de religiosos extremistas dentro do país.
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