Os rumores de que Hosni Mubarak finalmente renderia à pressão popular e deixaria o cargo chegaram ao conhecimento público no final da tarde desta quinta-feira (10/02). Na praça Tahrir, mais de um milhão de egípcios aguardam o anúncio oficial do presidente em clima de festa.
Segundo fontes militares, Mubarak cederá o cargo ao vice-presidente, Omar Suleiman. Há expectativas de que o presidente que esteve à frente do Egito por mais de 30 anos faça um discurso à nação ainda na noite desta quinta-feira. O que será anunciado ainda é incerto.
"Medidas de proteção"
Durante a tarde, a televisão egípcia interrompeu a programação para mostrar imagens de um encontro que reuniu oficiais militares. Um comunicado do Conselho Supremo das Forças Armadas dizia que, "em apoio às demandas legítimas da população, o Exército continuará examinando as medidas a serem tomadas para proteger a nação."
Hossan Badrawy, secretário-geral do partido do governo, disse à imprensa que Mubarak deveria anunciar sua renúncia em breve. O primeiro-ministro, Ahmed Shafiq, insistiu, no entanto, que os participantes do encontro não chegaram a uma decisão final.
Após a expectativa de uma renúncia ter provocado euforia dos manifestantes, que ocupam as ruas do Egito desde 25 de janeiro último, a televisão estatal divulgou uma nota do ministro de Comunicação que negava a saída de Mubarak.
Fato histórico
Nos Estados Unidos, o presidente Barack Obama comentou a situação durante um discurso oficial. "Estamos acompanhando os eventos de hoje no Egito bem de perto. Teremos mais a dizer com o desenrolar dos fatos".
Para Obama, é "absolutamente claro que estamos testemunhando um acontecimento histórico. Este é um momento de transformação, que está acontecendo porque a população no Egito está pedindo uma mudança."
NP/dpa/afp/ap
Revisão: Soraia Vilela