Rio de Janeiro, 27 de Maio de 2026

Egípcio segue linha de Lula e defende economia mais justa

Terça, 10 de Maio de 2005 às 14:49, por: CdB

O chanceler do Egito, Ahmed Abul Gheit, defendeu a criação de um sistema econômico internacional "baseado na justiça e não na força", como desdobramento da primeira Cúpula América do Sul-Países Árabes.

O representante do Egito foi o mais aplaudido dos sete oradores da primeira reunião plenária dos chefes de Estado e de Governo dos 22 países árabes e 12 nações sul-americanas, ao final da manhã dessa terça-feira num hotel em Brasília.

Além do chanceler egípcio, falaram representantes do Barein, Paraguai, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Jordânia, Marrocos e Venezuela.

- O sistema de investimentos globais oferece muitas oportunidades, mas o problema é que seus frutos são monopólio de minorias - disse Ahmed Abul Gheit.

- É preciso ampliar a base desse sistema.

O representante do Egito propôs uma nova ordem econômica tendo antes o cuidado de circunscrever a cúpula aos temas do comércio multilateral, da cooperação comercial, nos investimentos e na transferência de tecnologia. Ele recordou que "há vários outros fóruns" para tratar de outros temas além dos explicitamente propostos para a cúpula.

Feita a ressalva, Ahmed Abul Gheit defendeu um sistema mundial de comércio "aberto, multilateral, sob regras legítimas e justas". Afirmou que um das consequências da cúpula deve ser o avanço na criação de um sistema de regras comerciais capaz de "levar em conta os interesses dos países em desenvolvimento" e até "dar preferência" às necessidades e interesses desses países.

O representante egípcio mencionou as iniciativas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para combater a fome em nível internacional.

- Queremos acabar com a pobreza, levar a todos as vantagens da globalização - afirmou.

A inciativa brasileira de combate mundial à fome também foi mencionada pelo príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Saud Al-Faisal. Ele recordou que seu país destina donativos para programas sociais em 73 países.

O tema central da primeira reunião plenária da cúpula foi Cooperação birregional através do comércio, investimentos e negócios.

Na segunda reunião plenária, marcada para aparte da tarde, o tema central é Diálogo político e intercâmbio cultural, com intervenções previstas dos representantes de Argentina, Palestina, Paraguai, Líbano, Uruguai, Síria, Guiana, Tunísia, Emirados Árabes Unidos, Egito e Marrocos.

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