Na leitura de seu voto na análise da ação direta de inconstitucionalidade contra artigo da Lei de Biossegurança que autoriza pesquisas com células-tronco embrionárias, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Menezes Direito questionou a possibilidade de cura para doenças degenerativas supostamente oferecida pelos estudos.
– Deve ficar claro que não se trata aqui de buscar definição científica de determinado evento, fazendo declaração de princípios religiosos. Trata-se de decidir questão sob o ângulo jurídico”, afirmou. O ministro disse, porém, que “enxergar obscurantismos nos que creem e defendem sua fé é indigno com o momento da história da humanidade – afirmou.
– A promessa atribuída a elas [células-tronco embrionárias] não tem ainda garantia de concretização, enquanto células-tronco adultas já são usadas em terapias – disse.
Menezes Direito também fez críticas diretas à supervalorização do conhecimento científico pela sociedade.
– Cada descoberta científica é o resultado de um longo processo de amadurecimento, que muitas vezes submete o homem a sacrifícios inúteis, desrespeitando o valor da vida. Os cientistas não têm qualquer autoridade especial para fazer julgamentos éticos ou políticos – ressaltou.
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, disse ao começar o julgamente que espera que ele termine ainda nesta quarta-feira.
Na seqüência, devem votar a ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha e os ministros Ricardo Lewandowski, Eros Grau, Joaquim Barbosa, Cezar Peluso, Marco Aurélio, Celso de Mello e o presidente, ministro Gilmar Mendes.
Eficácia de pesquisa é duvidosa, diz ministro
Quarta, 28 de Maio de 2008 às 07:41, por: CdB