Rio de Janeiro, 20 de Setembro de 2026

Efervescência dos EUA não afeta a economia brasileira, afirma Tombini

Segunda, 23 de Setembro de 2013 às 10:45, por: CdB
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Tombini segue ao pé da letra as regras do mercado capitalista
Presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini afirmou, nesta segunda-feira, não ver alterações no rumo da política monetária brasileira diante da decisão do Federal Reserve de manter o ritmo do programa de compra de ativos. Em entrevista à imprensa estrangeira, na sede do BC, Tombini disse ser construtivo o processo de redução gradual dos estímulos nos Estados Unidos. Para ele, quanto mais gradual a mudança, melhor para os emergentes. Ainda nesta manhã, o Federal Reserve apontou que ainda visa reduzir o ritmo de suas compras de ativos neste ano e encerrar o programa de "quantitative easing" até meados de 2014, contanto que a economia dos Estados Unidos continue melhorando, disse o presidente do Fed de Nova York, William Dudley. Referindo-se ao cronograma que o chairman do banco central norte-americano, Ben Bernanke, articulou em junho, Dudley disse que o plano ainda "está bastante sólido". Ele observou que, naquele momento, Bernanke não especificou que a redução nas compras de títulos viriam na reunião de política do Fed da semana passada. Tombini afirmou, ainda, que a política monetária tem ajudado a trazer a inflação para baixo e é importante para reduzir o contágio da alta do dólar nos preços. O executivo disse que tem havido progresso no controle da inflação e que está cautelosamente otimista com as perspectivas para a economia brasileira. Os investidores foram surpreendidos na semana passada quando o Fed decidiu não reduzir as compras de ativos ante o ritmo atual de 85 bilhões de dólares ao mês, provocando um rali nas ações em redor do mundo. Muitos achavam que os comentários de Bernanke, e indicações de outras autoridades do Fed desde então, sugeriam que a mudança de política aconteceria em setembro. Congresso em xeque Nos EUA, o Congresso iniciou, nesta segunda-feira, uma semana turbulenta e potencialmente caótica, que pode ou não terminar com uma paralisação do governo em 1º de outubro, mas seguramente não irá fazer nada para melhorar seu baixo prestígio junto aos eleitores norte-americanos. Com a necessidade de uma medida para financiar o governo ser aprovada tanto pelo Senado quanto pela Câmara dos Deputados, é praticamente garantida que a batalha se estenda até a próxima semana. E quando os membros concluírem essa etapa, irão travar uma disputa ainda mais volátil sobre aumentar a autorização para o governo se endividar, com riscos ao seu rating de crédito e de possível default. A longa batalha republicana contra o "Obamacare", proposta de reforma da saúde do presidente Barack Obama, que irá entrar em vigor em 1º de outubro, está no centro dessas disputas. Os republicanos estão usando tanto a ameaça de paralisação quanto o teto da dívida em um esforço para prejudicar ou adiar a reforma. Porém, a única certeza é de que quando a poeira abaixar, as reformas na saúde ainda estarão firmes. Nem o Senado com maioria democrata, muito menos Obama irão concordar com um projeto para adiar o programa, sancionado em lei pelo presidente em março de 2010 para oferecer cobertura de saúde para milhões de norte-americanos não segurados.
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