Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, na infância, os efeitos nocivos do sol para os olhos são maiores. Os fatores que aumentam os riscos são:
Crianças têm a pupila maior e propensão à fotofobia (sensibilidade à luz) porque o cristalino é mais transparente.
Até 10 anos, a maior transparência do cristalino permite que 75% da radiação UVA e UVB penetrem na retina, contra 10% aos 30 anos de idade.
A Organização Mundial da Saúde estima que 20% dos casos de catarata são decorrentes da excessiva exposição ao sol.
A absorção do UV pelos olhos é cumulativa. Além de catarata precoce, pode causar pterígio, degeneração da retina e inflamação na córnea.
Crianças passam 3 vezes mais tempo ao ar livre do que adultos e isso exige maior proteção.
Até 10 anos de idade os olhos devem ser protegidos do sol com viseira, chapéu de aba larga ou boné, barreiras físicas que bloqueiam 50% da radiação UV.
Embora o sistema ocular esteja completamente desenvolvido aos 3 anos de idade, a visão é moldada até os 10 anos. Significa que neste período o estímulo visual de cores, formas e brilho contribuem para perfeita moldagem da visão que está associada à capacidade de aprender.
O escurecimento das imagens por óculos solares pode comprometer este processo nesta fase da vida. Só a partir dos 10 anos os óculos escuros devem ser usados. Como a OMS recomenda proteção máxima, que inclui uso de óculos quando o índice UV atinge 7.
As atividades ao ar livre devem ser evitadas por crianças menores nos horários de pico da radiação - das 11 às 17 horas - durante as férias de verão já iminentes. A regra vale mesmo para dias nublados em que a radiação atinge 70% dos ensolarados.
Para crianças que necessitam de lentes corretivas logo nos primeiros anos de vida, os especialistas recomendam o uso de lentes fotossensíveis. Isso porque, associam 100% de proteção UV, bom estímulo do sistema ocular e reduzem o cansaço visual no vídeo game por calibrarem o brilho do monitor em um nível bastante confortável.