Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Edward Snowden retira pedido de asilo à Rússia

O ex-funcionário da agência de espionagem norte-americana Edward Snowden retirou seu pedido de asilo político à Rússia depois que o presidente russo, Vladimir Putin, disse que ele deveria parar de "prejudicar os nossos parceiros americanos", afirmou o Kremlin nesta terça-feira.

Terça, 02 de Julho de 2013 às 09:35, por: CdB
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O ex-funcionário da agência de espionagem norte-americana Edward Snowden retirou seu pedido de asilo político à Rússia
O ex-funcionário da agência de espionagem norte-americana Edward Snowden retirou seu pedido de asilo político à Rússia depois que o presidente russo, Vladimir Putin, disse que ele deveria parar de "prejudicar os nossos parceiros americanos", afirmou o Kremlin nesta terça-feira. O secretário de imprensa de Putin, Dmitry Peskov, confirmou que Snowden ainda estava na zona de trânsito do aeroporto Sheremetyevo, em Moscou, depois de chegar de Hong Kong em 23 de junho e disse que ele não tinha passado pelo controle de passaporte para entrar em território russo. Reiterando os comentários de Putin, Peskov disse que a Rússia não extraditará o norte-americano para enfrentar acusações de espionagem por vazar detalhes de programas secretos de inteligência do governo dos Estados Unidos. Ele também afirmou que a inteligência russa nunca tinha trabalhado com Snowden. - Snowden está na área de trânsito do aeroporto de Sheremetyevo e não cruzou a fronteira da Federação Russa (para entrar em solo russo)... A Rússia nunca extraditou alguém, não está extraditando alguém e não vai extraditar ninguém - declarou Peskov a repórteres. - Hipoteticamente, Snowden poderia ficar na Federação Russa, mas com uma condição: que ele desista de qualquer intenção de se envolver em quaisquer formas de atividades antiamericanas, atividades que sejam prejudiciais aos Estados Unidos. Ele disse que Snowden não mostrou nenhum sinal de fazer isso e acrescentou: "Depois de saber da posição da Rússia ontem (segunda-feira), declarada pelo presidente Putin ... ele abandonou sua intenção (de ficar) e seu pedido para poder permanecer na Rússia." Brasil decide não responder a pedido de asilo de Snowden Delator de megaesquema de espionagem encaminhou pedidos de asilo a 21 países, segundo o site WikeLeaks. Itamaraty diz que Brasil "não tenciona responder" à solicitação. O Brasil "não tenciona responder" ao pedido de asilo feito pelo ex-consultor da Agência Nacional de Segurança (NSA) dos EUA Edward Snowden, segundo declarações dadas por Tovar da Silva Nunes, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, às agências de notícias Reuters e Agência Brasil. O Brasil é uma das 21 nações às quais Snowden encaminhou um pedido de asilo, segundo nota publicada pelo site WikiLeaks. Pouco depois, o próprio Snowden teria desistido do pedido de asilo à Rússia por não concordar com a exigência do presidente Vladimir Putin, que condicionara o asilo ao fim do vazamento de informações por parte do delator. Além do Brasil, a Índia e a Polônia rejeitaram o pedido de asilo. Áustria, Finlândia, Islândia, Noruega e Espanha também descartaram o asilo, afirmando que o requerente deve estar em seu território para que o pedido seja válido. França e Suíça disseram não ter recebido o pedido. A França divulgou que um pedido de asilo deve ser feito em território francês, mas que, em alguns casos, pode conceder um documento temporário para que o requerente viaje até o país. A Irlanda negou-se a comentar o caso, mas um porta-voz disse que um pedido de asilo só é válido se feito por uma pessoa que está no país. A China não confirmou ter recebido o pedido. O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou que seu país está disposto a considerar um pedido de asilo político de Snowden. Já o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, está em Moscou nesta terça-feira, onde vai se encontrar com Putin. Maduro disse que seu país não recebeu nenhum pedido de asilo de Snowden e desconversou quando questionado se levaria Snowden consigo. Mas Maduro defendeu o ex-consultor da NSA. "Ele não matou ninguém e nem plantou uma bomba. O que ele fez foi contar uma grande verdade com o objetivo de prevenir guerras. Ele merece proteção sob as leis internacionais e humanitárias", afirmou, segundo a agência de notícias russa Interfax.
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