Rio de Janeiro, 01 de Setembro de 2026

Educação num mundo multipolar

Quarta, 18 de Maio de 2011 às 08:05, por: CdB

O mundo é multipolar e o Brasil terá um papel importante a desempenhar na nova ordem mundial até 2025, ao lado de China, Índia, Rússia, Indonésia e Coreia do Sul. As conclusões estão no relatório do Banco Mundial (Horizontes do Desenvolvimento Mundial 2011 - Multipolaridade: a Nova Economia Mundial), divulgado ontem, em Washington, nos Estados Unidos.

Nem tudo são flores nas conclusões do documento do banco, que foi criado originalmente para ajudar as economias devastadas depois da Segunda Guerra. No estudo, que faz um diagnóstico das principais tendências globais, há uma advertência dirigida especificamente ao Brasil. Para se consolidar como polo de crescimento, o país precisa melhorar o acesso à educação. "Reduzir as lacunas educacionais e garantir acesso à educação é central", afirma o relatório. Segundo o Banco Mundial, só assim o Brasil estimulará a adaptação tecnológica doméstica, a capacidade de inovação e a geração de conhecimento.

O levantamento diz, ainda, que Brasil, China, Índia, Rússia, Indonésia e Coreia do Sul responderão por mais da metade do crescimento global nos próximos 14 anos. Os emergentes, de acordo com estimativas da instituição, deverão crescer em média 4,7% até 2025. A média é mais que o dobro da projetada para os países avançados, de 2,3%, para o mesmo período.

Multinacionais de emergentes

"A rápida ascensão de economias emergentes levou a uma mudança pela qual, agora, os centros de crescimento econômico estão distribuídos entre as economias desenvolvidas e em desenvolvimento", disse o economista-chefe e vice-presidente do Departamento de Desenvolvimento do banco, Justin Yifu Lin. Ele ressalta que as multinacionais dos mercados emergentes estão se tornando uma força na reconfiguração da indústria global. Segundo Lin, o movimento estaria resultando numa “rápida expansão dos investimentos Sul-Sul e fluxos de investimentos estrangeiros diretos".

De acordo com o Banco Mundial, a crescente influência de empresas originárias de mercados emergentes poderá contribuir com a construção de um marco multilateral para regular os investimentos trans-fronteiriços. Outra importante conclusão diz respeito ao sistema monetário internacional, hoje dominado pelo dólar, mas que deverá migrar, ao longo da próxima década, para um modelo em que o euro e o yuan (chinês), ao lado do dólar, serão a base das transações internacionais.

Disso tudo, o que vale ressaltar, mesmo, é o alerta sobre a importância da educação para garantir um papel de destaque ao Brasil no cenário internacional até 2025. Nesse ponto, o estudo tem toda a razão.

Tags:
Edições digital e impressa