Combater o Aedes aegypti se aprende na escola. Essa é a lição dada por várias unidades escolares da rede estadual. As ações de combate à doença se multiplicam e ultrapassam os muros dos colégios. De Campo Grande, área que registra o maior número de casos da doença, vêm alguns exemplos.
Nesta quarta-feira, nos corredores do Ciep 165 - Brigadeiro Sérgio Carvalho, ficará exposto o resultado do trabalho de mobilização junto à comunidade. Os professores estão repassando informações e estimulando os alunos em sala de aula para a construção de campanhas, cartazes, desenhos e slogans. Foram agendadas palestras com representantes do Corpo de Bombeiros da escola e convidados especialistas. Os alunos também entrevistaram vizinhos e montaram um quadro com a estatística da doença na região.
– O combate à dengue está intimamente ligado à melhoria da qualidade de vida da população e, consequentemente, ligado ao meio ambiente e à implementação da Agenda 21 escolar – acrescenta a professora Ana Cristina Moraes da Costa, uma das organizadoras do Fórum.
No Ciep Mario Quintana, os alunos promovem coleta de recipientes onde podem se proliferar o mosquito da dengue. Na semana passada, os estudantes recolheram 400 copinhos de mate e outras bebidas nos arredores da escola. A unidade programou para a próxima semana o Dia MQ contra a Dengue. Uma série de atividades está sendo programada: palestras, distribuição de panfletos, e ações dentro e fora do Ciep.
– As pessoas precisam saber que uma atitude simples como secar possíveis criadouros da larva do mosquito ou exercer a cidadania, denunciando locais onde isso está acontecendo, pode salvar vidas – disse o diretor do Ciep, Julio Tosta.
O Ciep 240 - Professor Haroldo Teixeira Valladão, em São Gonçalo, vai fazer uma passeata de luta contra a epidemia, na sexta-feira .
Da Baixada Fluminense vem o exemplo do Colégio Estadual Rubens Farrula, de São João de Meriti. Com cartazes, formulários e muita disposição, um exército de alunos do CE Rubens Farrula foi às ruas, com o lema “Choque de Ação contra a Dengue”. Crianças e jovens visitaram casas, percorreram terrenos baldios e orientaram os moradores sobre os cuidados necessários para se prevenir da doença.
Já na Zona Sul, todos os 130 professores do CE André Maurois, do Leblon, trabalharam com o tema. Os estudantes foram incentivados a procurar focos do mosquito Aedes aegypti no entorno da escola e das suas casas. Reconhecidos esses lugares, eles sensibilizavam as pessoas para a prevenção.
Nas aulas da professora de Biologia, Edméia Silva, um concurso entre os alunos escolheu o melhor panfleto educativo. Dois trabalhos foram classificados e vão ser reproduzidos para distribuição. Em ambos os casos os estudantes usaram muita criatividade para mostrar os sintomas e, principalmente, como evitar o aumento nos casos da doença.
Educação incentiva atividades contra a dengue no Rio
Quarta, 02 de Abril de 2008 às 05:24, por: CdB