Rio de Janeiro, 12 de Outubro de 2026

Educação é igual entre os sexos, poucas chegam ao poder-estudo

Quarta, 12 de Novembro de 2008 às 16:05, por: CdB

As mulheres ainda estão muito atrás dos homens nos cargos mais importantes da política ou que envolvem tomada de decisões, o que é um desperdício de talento, já que elas têm o mesmo acesso a educação e saúde que os homens, informou o Fórum Econômico Mundial na quarta-feira.

Em seu ranking anual de igualdade entre os sexos, no qual são avaliados 130 países, o instituto suíço colocou a Noruega, a Finlândia e a Suécia nos três primeiros lugares. A Arábia Saudita, o Chade e o Iêmen estão nos três últimos.

O Brasil ficou na 73ª posição, graças à participação econômica e educacional. Mas, na área de capacitação política, atingiu somente 100° lugar. A proporção de mulheres para homens no parlamento e em cargos ministeriais é de 0,10 e 0,13 respectivamente, numa escala em que 1 significa igualdade entre os sexos.

O nível de desemprego entre as brasileiras também é mais expressivo em relação ao dos homens - 11,7% das mulheres estão desempregadas, contra 6,80% dos homens.

Em boa parte do mundo, as mulheres têm acesso praticamente igual ao dos homens à educação, saúde e recursos de sobrevivência. Mas, econômica e politicamente, o abismo continua amplo.

- As mulheres do mundo são quase tão educadas e saudáveis quanto os homens, mas quase não aparecem na hora da tomada de decisões - disse Saadia Zahidi, do Fórum Econômico Mundial, mais conhecido pela cúpula em Davos.

- Dado que as mulheres quase eliminaram a diferença com os homens na saúde e na educação, é um desperdício de talento elas não se igualarem na economia e na política - afirmou.

O relatório utiliza dados das Nações Unidas e de outras fontes para calcular quanto dinheiro os países investem para diminuir as diferenças entre os sexos.

- O índice não penaliza os países que têm baixos níveis de educação geral, por exemplo, mas sim aqueles em que os níveis de educação são díspares entre homens e mulheres - disse.

Na América Latina, os países mais bem colocados são a Argentina, que tem Cristina Kirchner na Presidência, em 24° lugar; e Cuba, em 25°.

Os países africanos e do Oriente Médio tiveram as piores colocações. A disparidade é tanta que o relatório diz que isso prejudica a economia.

- A competitividade de uma nação depende significativamente de como ela educa e utiliza seu talento feminino - explica.

Tags:
Edições digital e impressa