A partir do mês que vem, professores e alunos terão uma nova arma contra a violência dentro das salas de aula. A Secretaria de Estado de Educação assina, na primeira semana de novembro, uma parceria com a Secretaria de Segurança Pública para a instalação dos Conselhos de Segurança Escolar. Formados por integrantes das duas secretarias, pais, estudantes e professores, os grupos atuarão nas 29 coordenadorias.
Situações de risco como uso de drogas, porte de arma e comportamentos inadequados como utilização de apelidos, vocabulário impróprio e pequenos furtos, estarão na mira do conselho.
- O conselho atuará na prevenção de conflitos propondo meios para que a relação aluno/professor seja a melhor possível. Quando houver problema, discutiremos uma solução - explica o secretário de Educação, Arnaldo Niskier.
Cada escola terá o seu grupo de segurança escolar composto por dois alunos de cada turma e um responsável por um terceiro aluno. Caberá a eles as ações preventivas e o diagnóstico das situações de risco nas unidades de ensino.
As ocorrências serão levadas ao Conselho de Segurança Escolar. Ali, de acordo com a legislação atual, os casos serão analisados. As indicações de sanções serão encaminhadas à direção da escola que discutirá com a comunidade que medidas serão tomadas.
Além de prevenir a insegurança, as ações dos conselhos devem atacar também outro tipo de problema: o grande número de licenças médicas dos profissionais. O estresse é um dos principais diagnósticos para os pedidos de afastamento. Doenças provocadas muitas vezes, pela violência.
- Em um mês foram 20 mil pedidos de licença, isto não se justifica - finalizou Niskier.