Rio de Janeiro, 19 de Agosto de 2026

Eduardo Cunha diz que vai recorrer de afastamento

O deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que teve o mandato suspenso na manhã desta quinta-feira pelo ministro Teori Zavascki, está reunido com seus advogados.

Quinta, 05 de Maio de 2016 às 07:38, por: CdB

Cunha é réu em ação penal sobre o suposto recebimento de U$S 5 milhões de propina em contratos de navios-sonda da Petrobras

Por Redação, com ABr - de Brasília:
O deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que teve o mandato suspenso na manhã desta quinta-feira pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, está reunido com seus advogados e com deputados na residência oficial da presidência da Câmara e disse que vai apresentar recurso da decisão. Cunha está com o deputado Paulinho da Força (SD-SP) e Benjamin Maranhão (SD-PB).
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O deputado Eduardo recebeu, na manhã desta quinta-feira, a notificação da Corte
De acordo com sua assessoria, Cunha permanecerá na residência oficial até o julgamento de outra ação no STF, marcado para a tarde desta quinta-feira, quando os ministros julgam ação aberta pelo partido Rede, que também pediu à Corte o afastamento de Cunha da presidência da Câmara com base no argumento de que ele não poderia estar na linha de sucessão presidencial, uma vez que é réu na Justiça. Cunha foi notificado por volta das 7:30 da manhã da decisão do ministro Teori Zavascki, que deferiu uma liminar determinando a suspensão do mandato de Cunha em atendimento a um outro pedido de afastamento do parlamentar, que havia sido feito em dezembro pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Janot argumentou em seu pedido que Eduardo Cunha se valia do cargo de presidente da Câmara para constranger deputados e atrapalhar o processo de cassação de seu mandato, em tramitação no Conselho de Ética da Casa. A segurança foi reforçada em frente à residência oficial de Cunha, onde se aglomera uma grande quantidade de jornalistas e começam a chegar manifestantes contrários à Cunha.

Lava Jato

Cunha é réu em ação penal que tramita no STF sobre o suposto recebimento de U$S 5 milhões de propina em contratos de navios-sonda da Petrobras. Cunha está na linha sucessória da Presidência da República, cargo que não pode, de acordo com a Constituição, ser exercido por um réu. A Operação Lava Jato investiga esquema de corrupção e pagamento de propinas na Petrobras.

Julgamento de Eduardo Cunha

Independentemente da decisão do ministro Teori Zavascki, o STF julga nesta tarde o pedido da Rede Sustentabilidade de afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha. A ação foi protocolada terça-feira na Corte e está sob a relatoria do ministro Marco Aurélio Mello.

Cunha indignado

O deputado federal Paulo Pereira (Paulinho da Força) (SD-SP) disse, nesta quinta-feira, que Eduardo Cunha (PMDB-RJ) reagiu com indignação à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, de afastá-lo do mandato de deputado federal e, em consequência, da presidência da Câmara. Paulo esteve na residência oficial da presidência da Câmara nesta manhã, após Cunha ter recebido a notificação do STF. Cunha está na residência oficial com seus advogados e disse que vai apresentar recurso à decisão do ministro do Supremo. - Ele reagiu como todos nós, indignado - disse Paulo Pereira. - Na prática, é uma intervenção de um ministro do Supremo na Câmara. Ele cassou o mandato de um deputado com uma liminar. Por essa base, ele cassa mais 200, 300 deputados que têm processo no Supremo, então, precisamos avaliar isso depois do processo - disse a jornalistas ao chegar, depois, ao Palácio do Juburu para se encontrar com o vice-presidente Michel Temer. Matéria atualizada às 14h21
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