Rio de Janeiro, 31 de Outubro de 2026

EDP quer construir terminais de gás no Brasil

A Energias de Portugal (EDP) discute com a argelina Sonatrach e com parceiros brasileiros a viabilidade da construção de terminais de gás natural liquefeito no Brasil para operacionalizar a construção de centrais de ciclo combinado, afirmou o presidente da empresa portuguesa nesta quinta-feira. (Leia mais)

Sexta, 09 de Maio de 2008 às 14:26, por: CdB

A Energias de Portugal (EDP) discute com a argelina Sonatrach e com parceiros brasileiros a viabilidade da construção de terminais de gás natural liquefeito no Brasil para operacionalizar a construção de centrais de ciclo combinado, afirmou o presidente da empresa portuguesa nesta quinta-feira.

António Mexia afirmou, durante a apresentação dos resultados trimestrais, que o Brasil precisa de mais produção elétrica e que, para além da hídrica e do vento, “as centrais de ciclo combinado têm um papel essencial”.

– Estamos a estudar o modo de lá fazer chegar o gás natural e a avaliar a possibilidade de participar em projetos de construção de terminais de gás natural liquefeito – afirmou aos jornalistas após a conferência de imprensa.

António Mexia revelou ainda que a EDP negocia com a Petrobras “o gás natural que têm disponível”, mas que é necessário também “levar gás de fora”.

– Até ao final do ano teremos novidades – adiantou.

O responsável já tinha afirmado anteriormente que a parceria com a Sonatrach para a Península Ibérica poderia estender-se a outras geografias.

A EDP adiantou hoje que tem em estudo no Brasil projetos em várias tecnologias (hídrica, ciclo combinado, biomassa e eólica) correspondentes a uma capacidade de 4.000 megawatts.

Em relação à parceria com a International Petroleum Investment Company (IPIC), de Abu Dhabi, António Mexia adiantou que tem sido identificados “projetos onde podemos investir em conjunto”.

– É qualquer coisa que nos abre boas perspectivas – afirmou.

Quanto aos leilões para as barragens em Portugal e a possíveis parcerias, António Mexia afirmou que a EDP está neste momento a realizar os “estudos de viabilidade econômica e técnica” e que somente depois serão ou não definidas as parcerias.

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