A EDP-Energias do Brasil fechou acordo para controlar todas as participações do grupo português EDP no país. A empresa previu a migração de acionistas minoritários para a holding brasileira, que controlarão 30% da empresa, informou a EDP-Energias de Portugal, nesta sexta-feira. Além da reorganização, o grupo estabeleceu as relações de troca de ações que os minoritários das controladas Bandeirante, Enersul, Escelsa, Iven e Magistra, usarão para migrar para holding Energias do Brasil.
A EDP controla 98,48% da Bandeirante, 52,3% da Escelsa e 38,22% da Enersul. Após a migração dos minoritários, o grupo passará a deter 70% da EDP-Energias do Brasil, que por sua vez controlará 100% do capital dessas distribuidoras. A reorganização é mais um passo para o grupo português fazer a primeira oferta pública de ações da EDP Brasil.
- (Este acordo tem) por objetivo a concentração da totalidade do capital dessas empresas na Energias do Brasil, com o consequente 'roll-up' dos respectivos acionistas minoritários que irão deter participações sociais representativas de 30,7% do capital da Energias do Brasil - informou um comunicado da EDP.
A reorganização está sujeita à aprovação pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e de assembléias gerais de acionistas, marcadas para 29 de abril.
- A EDP espera que esse processo possa ser concluído antes ou simultâneamente à admissão das negociações de ações da EDP Brasil na Bovespa, que é esperado para até 30 de novembro de 2005 - informou a companhia.
Em recente entrevista no Brasil do presidente do Conselho de Administração da Energias do Brasil, Jorge Godinho, a previsão foi de que a companhia esteja listada na Bovespa até o início de junho.