O deputado Edmar Moreira (sem partido/MG) prestou depoimento, por quase quatro horas, até o final da noite passada, na Comissão de Sindicância da Corregedoria da Câmara, que analisa representação feita pelo P-SOL por suposto uso indevido da chamada verba indenizatória. O deputado deixou a comissão sem falar com a imprensa, mas suas explicações não convenceram os colegas que, em comentários reservados, apontam para a possibilidade da perda de mandato. A decisão será anunciada pelo relator do processo, José Eduardo Cardozo, na próxima sessão do colegiado.
O corregedor e 2º vice-presidente da Câmara, deputado Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM-BA), disse que o depoimento foi importante para a investigação que a comissão está fazendo.
– Foi imprescindível – disse, sem detalhar o depoimento de Edmar Moreira. A investigação está sendo feita em sigilo como prevê as normas regimentais.
ACM Neto informou que, até sexta-feira, deverão chegar à sindicância novos documentos solicitados a órgãos externos para ajudar a completar o processo de análise que está sendo feito. Segundo ele, os integrantes da Comissão de Sindicância fizeram ao deputado Edmar Moreira uma série de perguntas para esclarecimento de dúvidas.
– Com o depoimento... o relator, deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), já caminha para começar a elaborar o seu parecer – disse.
O relator José Eduardo Cardozo afirmou que o seu relatório expressará todos os aspectos que envolvem a investigação.
– Não seremos duros demais para conseguir fato político e também não seremos lenientes em nenhum momento com quaisquer irregularidades . Será um relatório equilibrado – afirmou.
Cardozo disse ainda que a Comissão de Sindicância deverá apresentar propostas para normatizar o uso da verba indenizatória, “uma vez que a normatização existente não satisfaz minimamente. Vamos sugerir mudanças nas normas. Não podemos ter um vazio normativo como temos hoje nessa matéria”, informou.