Rio de Janeiro, 16 de Maio de 2026

Editora lança livro contra Berlusconi

Quinta, 21 de Julho de 2005 às 07:03, por: CdB

A campanha à reeleição do primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, deu uma guinada na quinta-feira, quando a editora de sua família lançou um livro intitulado "Berlusconi, te odeio".

O diretor de comunicação do partido de Berlusconi, o Forza Italia, compilou comentários, bem-humorados ou raivosos, feitos pela oposição de esquerda do país ao bilionário primeiro-ministro.
- Berlusconi é como a Aids: se você encontra, evita - diz o livro, citando o parlamentar Antonio di Pietro.

Publicar 250 páginas só de insultos pode parecer um presente para a oposição, mas o organizador do livro, Luca d'Alessandro, afirma que é isso que Berlusconi precisa.

- As pessoas agora poderão ver uma forma muito agressiva e desagradável pela qual a política é usada no outro lado, o que não é o nosso jeito de fazer as coisas - disse D'Alessandro.

- Berlusconi é um grande homem e um grande primeiro-ministro - disse.

A oposição discorda. Oliviero Diliberto, líder dos Comunistas Italianos, disse que Berlusconi, acusado de megalomania pela esquerda, só tem um equivalente.

- Na história, acho que só há um precedente desse tipo de comportamento demonstrado por Berlusconi: o imperador Nero - observou ele sobre o pervertido imperador romano, notório por supostamente tocar violino enquanto ateava fogo a Roma.

Berlusconi obteve uma folgada vitória eleitoral em maio de 2001, mas não lidera as pesquisas para a eleição geral de maio de 2006.

Ele frequentemente se diz vitimizado pela imprensa italiana, perseguido por juízes politicamente motivados e insultado por seus adversários.

Para a esquerda, o homem mais rico da Itália, que tem controle direto ou indireto sobre seis dos sete canais de TV do país, é "lunático", "ditador", "megalomaníaco", "bandido", "palhaço", "imoral", "vulgar" e "extremista".

- O comportamento de Berlusconi é caracterizado por uma agressividade, uma insolência e uma arrogância que não são vistas em nenhum outro país europeu - disse Piero Fassino, líder do maior partido da oposição, o Democrático da Esquerda.

Berlusconi deve usar sua longa experiência midiática na campanha eleitoral. Antes da eleição de 2001, ele mobilizou sua rede de TVs e distribuiu uma autobiografia.

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