No recurso, a Record afirma que jamais divulgou que o livro é uma autobiografia. E deixou claro, na capa da edição, que Eduardo Cunha se trata de um pseudônimo
Por Redação - do Rio de Janeiro
A Editora Record precisou entrar com recurso no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), nesta segunda-feira, para garantir a liberação do livro Diário de Cadeia. Trata-se de uma suposta ficção, narrada em primeira pessoa, por um personagem chamado Eduardo Cunha. Vem a ser homônimo do deputado cassado, na condição de presidiário desde setembro do ano passado. Cunha foi preso na Operação Lava Jato e pretende lançar, em breve, um livro sobre os bastidores do impeachment da presidenta cassada Dilma Rousseff.
No recurso, a Record afirma que jamais divulgou que o livro é uma autobiografia. E deixou claro, na capa da edição, que Eduardo Cunha se trata de um pseudônimo. A Editora alega, ainda, que o livro está categorizado como "romance" e começou a ser distribuído antes da proibição judicial.
Multa pesada
No dia 25 de março, a a juíza Ledir Dias de Araújo, da 13ª Vara Cível da Capital, proibiu que a Record colocasse à venda e comercializasse exemplares do livro Diário da Cadeia - Com Trechos da Obra Inédita Impeachment. E assinado por “Eduardo Cunha” (pseudônimo). A pena é de multa diária de R$ 400 mil, em caso de descumprimento.
Na decisão, a juíza disse que “o direito pleiteado pela parte autora, a meu ver, resta demonstrado, uma vez que o mesmo afirma não ter escrito o livro denominado Diário da Cadeia. Examinando a documentação que instrui a inicial, constata-se que o lançamento do livro vem sendo veiculado na mídia, cuja propaganda dá a entender se tratar de livro de autoria de Eduardo Cunha, o que é por ele negado”, decidiu a juíza.