O presidente Luiz Inácio Lula da Silva empossou no cargo, nesta segunda-feira, o novo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Confirmaram presença, na solenidade, além de parlamentares e amigos do senador pelo Maranhão, ministros e assessores. Um dos presentes é o ministro da Educação, Fernando Haddad que, antes da cerimônia de posse, cumpriu agenda marcada com o presidente.
Também na solenidade, o engenheiro Márcio Zimmermann, secretário executivo do Ministério de Minas e Energia (MME). Natural de Santa Catarina, funcionário de carreira da Eletrosul, Márcio Zimmermann ocupa desde janeiro de 2005 a Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Energético do MME.
Líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO) afirmou, nesta segunda-feira, que as mudanças nas diretorias de estatais ligadas ao setor energético ficarão "para um segundo momento". No caso de nomes novos, que não foram ainda negociados com a Presidência da República, o líder do PMDB avaliou que eventuais nomeações devem demorar de 30 a 60 dias. Ele citou, como exemplos, cargos na Petrobras, Eletrobrás, Furnas, Eletronorte e Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf).
O parlamentar destacou que as nomeações devem ocorrer, principalmente, no caso de diretorias que estão sob comando interino ou cargos que estão sendo acumulados pela mesma pessoa.
- Existem muitos diretores interinos e outros acumulando duas diretorias. Na Eletrobrás, por exemplo, o Valter Cardial acumula a Presidência e a Diretoria de Engenharia - disse.
Situação semelhante, segundo o senador, acontece na Eletronorte. Ele ressaltou, no entanto, que todas essas nomeações terão que ser negociadas com o Palácio do Planalto.
Plano de emergência
Pouco antes de tomar posse, o ministro disse que é necessário se racionalizar o uso da energia no país, mas isso não significa que poderá haver um racionamento.
- Uma campanha poderia reduzir uma enormidade o consumo de energia. Isso criaria um hábito. Quando houve racionamento, em 2001, as pessoas se habituaram a economizar, a desligar a luz. É preciso retomar esse hábito. Tem muita gente que defende essa hipótese. É preciso analisar essa proposta. Vou discutir o assunto com os assessores do ministério - disse o novo ministro de Minas e Energia, a jornalistas.
O ministro ponderou, no entanto, que a idéia de se propor uma racionalização maior dos recursos hídricos sofre resistência por parte de setores do Planalto, pois poderia criar a suspeição de que um racionamento estaria em pauta e iria reavivar, na memória coletiva, a época do apagão.
- Há um lado negativo de uma campanha de economia de luz, que é o aspecto político. Quando se fala em campanha, fica o imaginário de que o estrago chegou! Fica estabelecido um pânico na população. As pessoas ficam achando que vai faltar mesmo energia - disse o ministro.