O discurso tricolor é todo em torno da manutenção de Paulo César Gusmão, mas, por baixo dos panos, a diretoria está armando a contratação de Edinho para ser o salvador.
Depois de mais uma derrota do Fluminense, desta vez para o Botafogo por 2 a 1, Edinho esteve em um programa esportivo de TV ao lado do coordenador de futebol do clube, Alcides Antunes.
Paulo César Gusmão tem consciência do mau momento. Afinal, são oito jogo sem vitórias, com seis derrotas e dois empates.
Segundo ele, quando a diretoria do Fluminense achar que o trabalho não está servindo, é só falar.
- Eles devem estar insatisfeitos. Está dando tudo errado. Eles são os patrões. Se desejarem saio na hora - disse o técnico, visivelmente irritado com a série de 17 jogos sem vitórias, oito deles pelo Fluminense.
Nessa quinta-feira, o Fluminense terá uma partida decisiva contra a Ponte Preta, com quem luta diretamente contra o rebaixamento.
Questionado se tem planos para este jogo, Paulo César Gusmão não fez suspense. "Se eu ainda estiver aqui...", comentou ele, deixando dúvidas no ar.
Em uma nítida prova de que está sozinho no barco, Gusmão não contou com a força de nenhum dos medalhões do time na entrevista coletiva após a partida de domingo para justificar mais um vexame.
- Não sei porque eles não vieram. Este é o momento de todos se unirem, dividirem as responsabilidades.
Marcelo, Tuta e Pedrinho, segundo a assessoria de imprensa tricolor, alegaram motivos particulares para não irem à coletiva.
Apesar de toda pressão, o jovem André Moritz não correu. Enfrentou as perguntas e deu a sua explicação para a derrota.
- O time foi desatento no fim.
Somando 36 pontos, o Fluminense terá que vencer a Ponte Preta, que tem 34, para não entrar na zona de risco.