Rio de Janeiro, 06 de Agosto de 2026

Edílson diz que fica no Flamengo

Quinta, 12 de Junho de 2003 às 14:26, por: CdB

A expectativa de muitos torcedores do Flamengo após a perda do título da Copa do Brasil é que o atacante Edílson deixasse o clube para jogar no Catar. Mas o Capetinha desfez qualquer rumor de que esteja deixando o clube rubro-negro, com o qual tem contrato até junho de 2004. - Tenho proposta para ir em setembro e ficar lá por dez meses, mas a minha intenção não é sair do Flamengo e isso independe do resultado da Copa do Brasil. A equipe está em formação, o Nelsinho está implantando o seu sistema de jogo. Nunca quis ir e não quero ir. Quero continuar no Flamengo e dar a volta por cima, voltar a estar bem no Brasileiro - disse o atacante. Depois de dizer que não se arrependeu de ter provocado o Cruzeiro antes da final e ter dito que tudo não passou de uma estratégia para tentar desestabilizar o adversário, Edílson afirmou que foi perseguido pela torcida do Cruzeiro durante a final, porque quando voltou do Japão escolheu o Flamengo. - Não quis voltar para o Cruzeiro por motivos particulares também. A torcida achou que me neguei a jogar aqui, mas sou Flamengo desde pequeno e queria voltar a jogar na Gávea. Isso não quer dizer que passei por cima do Cruzeiro - explicou Edílson, acrescentando que teve coragem de provocar o adversário antes do jogo. - Antes ninguém fala, só eu tenho coragem, aí depois que ganha querem tirar sarro. Com minha experiência e meu currículo é meio complicado falar alguma coisa de mim. Não me arrependo do que falo. O Cruzeiro é uma grande equipe e há maneiras de se tentar desestabilizar a equipe adversária. Queria atingi-los mesmo para tirar proveito, mas não falar mal de qualquer jogador. Não quero que fiquem com raiva. Já que o Cruzeiro ganhou tenho de agüentar, mas estou tranqüilo quanto a isso - acrescentou. Mas o atacante ainda lamentava a perda da Copa do Brasil. Ele, porém, quis dividir as responsabilidades. - É difícil falar quando se perde. Não adianta querer colocar culpa em ninguém, porque perdeu todo mundo. Mas tomar um gol numa final antes de qualquer jogador do Flamengo tocar na bola, com um minuto de jogo, é muito complicado e quebra o esquema de qualquer treinador. Ainda levamos três gols de bola parada - concluiu.

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