Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Eder Santos realiza primeira mostra no Rio

Quinta, 18 de Fevereiro de 2010 às 09:18, por: CdB

O videoartista Eder Santos inaugura no dia 22 deste mês, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no Rio de Janeiro, sua primeira retrospectiva no Brasil - que também é a primeira mostra no Rio. A exposição irá ocupar todo o primeiro andar da instituição. A curadoria é de Solange Farkas; a produção, de Daiana Castilho Dias.

Roteiro Amarrado, que compreende uma série de sete conjuntos de trabalhos do artista, tem como objetivo apresentar ao público brasileiro toda a dimensão de originalidade, particularidade e invenção de Eder Santos. Profundamente ligado à mineiridade, que é uma das fontes inequívocas de sua obra, nessa exposição ele estabelece um link entre seu trabalho, sua origem cultural e o local de sua apresentação.

Eder Santos é uma espécie de Pollock da era eletrônica, fazendo uma arte em que a imagem é mais um gesto iconizado do que o índice de alguma coisa reconhecível em termos de verossimilhança. Ele criou uma estética própria ao transformar defeitos das imagens em efeito e linguagem de vídeos, filmes e projetos artísticos. Seus trabalhos integram os acervos permanentes do MoMA, Nova York, e do Centre Georges Pompidou, Paris.

Para a curadora Solange Farkas, “as criações de Eder Santos – trabalho de edição e manipulação de imagens por excelência – mostram, além de suas profundas inspirações, como ele opera as imagens de forma original, criando uma cinematografia eletrônica na qual as cenas da realidade, os efeitos e as cores são usados como notas musicais em uma estrutura expositiva, claramente não-linear”.
 
A produção de Eder Santos inclui tanto vídeos single channel como videoinstalações, videoesculturas e performances, todos carregados de um forte sentido existencialista e sofisticados recursos estilísticos.

– Paradoxalmente, sua obra não é das mais fáceis –, diz Farkas.

– Identificada por experiências radicais e isenta de concessões de toda a produção videográfica brasileira, é formada de ruídos, interferências, defeitos, distúrbios do equipamento utilizado e, em alguns de seus trabalhos, como em Mentiras e Humilhações, beirando o limite da visualização. Eder constrói uma linguagem visual com tecnologias bastante variadas, híbridas, que vão até os meios digitais e fílmicos, onde exerce toda a sua capacidade de desnudar os módulos cognitivos da imagem –, explica a curadora.

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