Rio de Janeiro, 06 de Setembro de 2026

Economistas veem alta da Selic em junho, mas mantêm taxa em 2015

Economistas de instituições financeiras passaram a ver mais uma alta na Selic em junho mas mantiveram a perspectiva para a taxa básica de juros no final de 2015, em um ambiente de inflação cada vez mais pressionada, dólar alto e atividade em queda.

Segunda, 06 de Abril de 2015 às 09:18, por: CdB
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Em relação a 2016, a mediana das projeções no Focus continua apontando a Selic a 11,50%
Economistas de instituições financeiras passaram a ver mais uma alta na Selic em junho mas mantiveram a perspectiva para a taxa básica de juros no final de 2015, em um ambiente de inflação cada vez mais pressionada, dólar alto e atividade em queda. A pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira mostrou que os economistas veem manutenção do ritmo de aperto da taxa básica de juros, atualmente em 12,75%, na reunião de abril do Comitê de Política Monetária (Copom), indo a 13,25%. Mas passaram a ver nova elevação, de 0,25 ponto, na reunião de junho, com a Selic sofrendo corte em novembro para terminar o ano no patamar de 13,25%. Na semana anterior os especialistas já projetavam a alta de 0,50 ponto percentual em abril, mas viam mais uma alta de 0,25 ponto em julho, e um corte mais cedo. Em relação a 2016, a mediana das projeções no Focus continua apontando a Selic a 11,50%. Entretanto, o Top-5 de médio prazo, com as instituições que mais acertam as projeções, vê aperto maior, com a taxa de juros encerrando a 13,75% em 2015 e a 12,00% em 2016, em projeções inalteradas. As expectativas de aperto monetário ocorrem em meio a um cenário de inflação acima de 8%. Os economistas consultados projetam que o IPCA encerrará 2015 a 8,20%, 0,07 ponto percentual a mais do que no levantamento anterior. Para o avanço dos preços administrados neste ano, a expectativa permaneceu em 13,00%. O Focus mostrou ainda que para o final de 2016, a projeção é de alta de 5,60% do IPCA, com avanço de 5,50% dos administrados, expectativas inalteradas. Também voltaram a subir as projeções para o dólar, um dos fatores de pressão inflacionária. Para o fim de 2015 a expectativa foi a R$3,25, contra R$3,20 na pesquisa anterior, e para 2016 os economistas consultados veem a moeda norte-americana a R$3,30, ante R$3,23. Sobre a atividade econômica, a projeção no Focus para este ano do Produto Interno Bruto (PIB) foi ajustada a uma contração de 1,01%, ante queda de 1,00% na pesquisa anterior. Para 2016, a projeção melhorou pela primeira vez após quatro semanas, para uma expansão de 1,10% do PIB, ante 1,05%.
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