Economistas reduzem projeção para inflação e balança neste ano
Economistas de instituições financeiras ajustaram para baixo suas projeções para a inflação e a balança comercial neste ano e no próximo, ao mesmo tempo em que elevaram a perspectiva para o dólar em 2013.
Segunda, 18 de Novembro de 2013 às 08:50, por: CdB
Economistas de instituições financeiras ajustaram para baixo suas projeções para a inflação
Economistas de instituições financeiras ajustaram para baixo suas projeções para a inflação e a balança comercial neste ano e no próximo, ao mesmo tempo em que elevaram a perspectiva para o dólar em 2013.
Pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira mostrou que os economistas agora preveem que o IPCA encerrará este ano a 5,84%, ante 5,85% anteriormente. E para 2014, a projeção passou a 5,91%, ante 5,93%.
Em meio à pressão dos preços dos alimentos sobre a inflação recentemente, o mercado aguarda a divulgação dos dados de novembro do IPCA-15, na terça-feira.
Já a perspectiva para a balança comercial em 2013 foi reduzida pela quarta vez seguida, a um superávit de US$ 1,20 bilhão, ante US$ 1,55 bilhão anteriormente. Para 2014 a projeção caiu a US$ 8 bilhões, ante US$ 10 bilhões.
No acumulado do ano até 10 de novembro, a balança comercial brasileira registra um déficit de US$ 913 milhões, ante superávit de US$ 18,238 bilhões no mesmo período de 2012. Nesta segunda-feira serão divulgados os dados da terceira semana de novembro.
Selic
Os economistas ainda mantiveram a projeção de novo aumento de 0,5 ponto percentual na Selic na reunião da semana que vem do Comitê de Política Monetária (Copom), encerrando 2013 a 10%. E seguiram com a expectativa de 10,25% para a taxa básica de juros em 2014.
Também não houve alterações para a Selic nas estimativas do Top 5 de médio prazo, com as instituições que mais acertam as projeções nesse período. Pela medias das projeções, segue a perspectiva de que o juro básico encerrará a 10% em 2013 e a 11% em 2014.
IPC-S registra alta de 0,64%
O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) registrou alta de 0,64% na segunda quadrissemana de novembro, depois de avançar 0,63 % no período anterior, informou Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira.
A maior contribuição para o resultado, segundo a FGV, veio do grupo Habitação, com alta de 0,78% ante 0,61% na apuração anterior.
Nesta classe de despesas, a instituição destacou o comportamento de tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou de 0,77% para 1,75%.
A expectativa agora no mercado é para a divulgação na terça-feira do IPCA-15 de novembro. Em outubro, o IPCA acelerou a alta a 0,57%, pressionado pelos preços de alimentos.
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