Os economistas estão cada vez mais céticos sobre a capacidade de o Brasil atacar os problemas estruturais que impedem o país de acelerar seu crescimento econômico, segundo afirma reportagem publicada nesta quarta-feira pelo diário americano The Wall Street Journal.
A reportagem diz que "a economia brasileira, que cresceu a uma taxa de 3,7% em 2006, de acordo com o cálculo revisto do governo, vem ficando há tempos atrás dos demais países da América Latina, e ainda mais de outros mercados emergentes, como a China e a Índia".
O jornal observa que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu políticas para impulsionar o crescimento ao tomar posse em seu segundo mandato, em janeiro, mas foi até aqui
"prejudicado por atrasos em montar sua equipe e por uma debilitante greve dos controladores de tráfego aéreo".
Segundo a reportagem, "isso o impediu de se concentrar nas reformas previdenciária, trabalhista e tributária que os investidores aguardavam".
O jornal cita o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), anunciado no início do ano, mas afirma que "mesmo as suas modestas propostas para acelerar o crescimento" estão sendo prejudicadas por motivos políticos.
Compra do ABN
O jornal britânico Financial Times traz reportagem na qual comenta que o possível comprador das operações brasileiras do banco holandês ABN Amro "ganhará uma importante base em um dos mercados bancários maiores, mais rentáveis e de crescimento mais acelerado da América Latina".
O jornal ainda diz que "estabilidade econômica, taxas de juros em queda e a perspectiva de que o ainda pequeno mercado de financiamento imobiliário possa estar prestes a decolar aumentam a atração dos bancos brasileiros para os investidores".
A reportagem observa que, com 6,6% do mercado local de crédito, o ABN Amro Real é o maior banco estrangeiro em operação no Brasil. O ABN Amro entrou no mercado brasileiro ao comprar o Banco Real, há nove anos.
O ABN Amro Real é o quinto maior banco do Brasil, ou o terceiro do setor privado, e possui 1.091 agências, relata o Financial Times.
Segundo o jornal, os funcionários do banco preferem que ele seja comprado pelo britânico Barclays, por temer que outros concorrentes, como o espanhol Santander, poderiam optar por fechar agências.
Economistas estão céticos com o Brasil, diz jornal
Os economistas estão cada vez mais céticos sobre a capacidade de o Brasil atacar os problemas estruturais que impedem o país de acelerar seu crescimento econômico, segundo afirma reportagem publicada nesta quarta-feira pelo diário americano The Wall Street Journal. (Leia Mais)
Quarta, 18 de Abril de 2007 às 10:37, por: CdB