Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Economistas elevam projeção de inflação a 5,80%

Após sinais de resistência da alta dos preços, economistas de instituições financeiras elevaram a perspectiva para a inflação neste ano e no próximo, mostrou a pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira. Tanto para este ano quanto para o próximo, a projeção para o IPCA foi elevada a 5,80%, ante 5,71% e 5,76 %, respectivamente, na semana anterior.

Segunda, 13 de Maio de 2013 às 07:37, por: CdB
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Após sinais de resistência da alta dos preços, economistas de instituições financeiras elevaram a perspectiva para a inflação neste ano e no próximo
Após sinais de resistência da alta dos preços, economistas de instituições financeiras elevaram a perspectiva para a inflação neste ano e no próximo, mostrou a pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira. Tanto para este ano quanto para o próximo, a projeção para o IPCA foi elevada a 5,80%, ante 5,71 por cento e 5,76 %, respectivamente, na semana anterior. O Top 5 instituições que mais acertam as projeções também elevou a estimativa para o IPCA neste ano para 5,81 %, ante 5,76 %  anteriormente pela mediana e no médio prazo. Mas para 2014 a projeção foi reduzida a 5,40%, ante 6,05%  no levantamento anterior. A inflação ao consumidor brasileiro acelerou em abril a 0,55%, acima da expectativa do mercado, influenciada pelos preços dos alimentos e dos remédios. Mas ao avançar a 6,49%  em 12 meses, voltou a ficar ligeiramente abaixo do teto da meta do governo, de 6,5%. No Focus, a projeção para os próximos 12 meses foi reduzida a 5,57%, ante 5,59%  anteriormente. Com os fortes sinais de preços ainda pressionados, o governo veio à público para defender que a trajetória da inflação é de queda. Primeiro, foi o ministro da Fazenda, Guido Mantega, argumentando que o governo está tomando as medidas para impedir o contágio da alta dos preços entre os setores da economia. Na sexta-feira, foi a vez do presidente do BC, Alexandre Tombini, afirmando que a entidade está vigilante e que fará o necessário para reduzir a inflação e, com isso, aumentar a confiança na economia brasileira. O fato de os preços mostrarem-se persistentemente elevados vêm preocupando o governo, ao acontecer exatamente num momento de recuperação econômica frágil.ž Ainda assim, os temores com a inflação levaram o Banco Central a iniciar mais um ciclo de aperto monetário no mês passado, elevando a Selic em 0,25 ponto percentual, a 7,50%  ao ano. No Focus, os economistas mantiveram pela terceira semana seguida a perspectiva de que a taxa básica de juros encerrará este ano a 8,25%, mesmo nível esperado para o final de 2014. No mercado futuro de juros, no entanto, as apostas de que a Selic irá a 8,50%  ao ano cresceram, apesar de ainda não serem maioria, justamente pela inflação ainda pressionada. Para o próximo encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), neste mês, os economistas também continuam vendo alta de 0,25 ponto percentual, para 7,75%. Entre o Top 5, também foi mantida a perspectiva de Selic a 8,25%  tanto para este ano quanto para 2014. Atividade Sobre o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, os economistas mantiveram a perspectiva de expansão de 3%, acelerando para 3,5%  em 2014, conta também inalterada. Entretanto, para a produção industrial, a perspectiva de crescimento neste ano foi elevada a 2,53%, contra 2,39 % na pesquisa anterior. Para 2014, a projeção é de crescimento de 3,55%, sem alteração ante a semana anterior. O Focus mostrou ainda que os economistas elevaram ligeiramente suas contas sobre o câmbio no final deste ano após dez semanas sem alteração, com o dólar a R$ 2,01, ante R$ 2,00 anteriormente. Os analistas consultados também pioraram suas contas para o saldo da balança comercial e, neste ano, veem superávit de US$ 9,05 bilhões, quase US$ 1 bilhão a menos do que na semana anterior. Para 2014, as projeções caíram a US$ 10,20 bilhões, ante US$ 10,80 bilhões. Com isso, mostrou o Focus, as expectativas sobre o déficit em conta corrente do país pioraram neste ano, a 70,05 bilhões de dólares, ante 70 bilhões de dólares.
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