Economistas dão braço a torcer e já admitem alta no PIB brasileiro
As instituições financeiras pesquisadas pelo Banco Central (BC) precisaram fazer novos ajustes nas projeções para o crescimento da economia. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país volta a subir e passou de 2,32% para 2,35%, este ano. Para 2014, a percepção é de uma pequena queda, de 2,30% para 2,28%.
Segunda, 09 de Setembro de 2013 às 10:33, por: CdB
As instituições financeiras pesquisadas pelo Banco Central (BC) precisaram fazer novos ajustes nas projeções para o crescimento da economia
As instituições financeiras pesquisadas pelo Banco Central (BC) precisaram fazer novos ajustes nas projeções para o crescimento da economia. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país volta a subir e passou de 2,32% para 2,35%, este ano. Para 2014, a percepção é de uma pequena queda, de 2,30% para 2,28%. A estimativa para a expansão da produção industrial, no entanto, caiu de 2,11% para 2,10%, este ano, e segue em 3%, para 2014.
A projeção das instituições financeiras para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB permanece em 35%, este ano, e foi ajustada de 34,85% para 34,80%, no próximo ano. Ainda de acordo com a pesquisa do BC a instituições financeiras, o dólar deve fechar este ano cotado a R$ 2,36, a mesma estimativa da semana passada. Para 2014, a previsão segue em R$ 2,40.
A estimativa para o superávit comercial, saldo positivo de exportações menos importações, passou de US$ 3 bilhões para US$ 2,5 bilhões, este ano, e de US$ 8 bilhões para US$ 10 bilhões, em 2014. A previsão das instituições financeiras para o saldo negativo em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior) foi ajustada de US$ 77 bilhões para US$ 78,00 bilhões este ano, e segue em US$ 78,9 bilhões, em 2014. A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) foi mantida em US$ 60 bilhões tanto para 2013 quanto para o próximo ano.
Juros maiores
As mesmas instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) esperam por uma taxa básica de juros (Selic) maior ao final do ano. A projeção passou de 9,50% para 9,75%. Para o final de 2014, a estimativa também é 9,75% ao ano, a mesma da semana passada. Atualmente, a Selic está em 9% ao ano. Essa mudança na projeção para 2013 ocorreu depois da divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na ata, o Copom explica que era preciso dar continuidade ao ritmo de elevação da Selic em 0,50 ponto percentual, tendo em vista os danos que a persistência da inflação alta “causaria à tomada de decisões sobre consumo e investimentos”.
A taxa Selic é usada como instrumento para influenciar a atividade econômica e, por consequência, a inflação. Quando considera que os preços estão em alta, o comitê eleva a Selic. É função do BC fazer com que a inflação convirja para a meta (4,5%), com margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O indicador da meta é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que na previsão das instituições financeiras deve ficar acima do centro da meta, mas abaixo do limite superior. A projeção para o IPCA passou de 5,83% para 5,82%, este ano, e de 5,84% para 5,85%, em 2014.
A pesquisa do BC também traz a mediana das expectativas para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), que foi ajustada de 4,38% para 4,22%, este ano, e segue em 5,27%, em 2014. A projeção para o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) foi alterada de 4,57% para 4,79%, em 2013, e de 5,64% para 5,72% em 2014. Para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), as projeções foram ajustadas de 4,45% para 4,62%, este ano, e de 5,55% para 5,59% no próximo ano.
Mais empregos
A opinião dos consumidores em relação ao mercado de trabalho melhorou 2,5% entre julho e agosto deste ano, segundo o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD), divulgado nesta manhã, pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado mostra uma acomodação do indicador, que havia registrado piora de 7,2% no mês anterior. Das quatro classes de renda consultadas pela FGV, a que mais contribuiu para a melhoria foi a mais baixa (até R$ 2.100). Esses consumidores melhoraram 8,1% sua percepção em relação ao mercado de trabalho.
O Indicador Antecedente de Emprego (Iaemp), índice da FGV que avalia o futuro do mercado de trabalho com base nas sondagens da indústria, do setor de serviços e do consumidor, também mostrou resultado positivo, com alta de 2,6% em agosto, depois de queda de 5,7% em julho. De acordo com a FGV, os componentes que mais contribuíram para a alta do Iaemp foram a expectativa dos empresários de serviços em relação à tendência dos negócios (alta de 12,8%) e o grau de satisfação com a situação atual dos negócios de serviços (4,4%).
Preços estáveis
Por último, na fila das notícias positivas no cenário econômico brasileiro, o Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1), que mede a inflação para famílias com renda até 2,5 salários mínimos, fechou agosto próximo à estabilidade, com taxa de 0,06%. O índice voltou a apresentar alta de preços, depois de registrar deflação (queda de preços) de 0,29% em julho. O IPC-C1 também ficou abaixo da média do Índice de Preços ao Consumidor (IPC-BR), que foi 0,2% em agosto.
Os grupos de despesa alimentação e transportes continuaram apresentando queda de preços em agosto, embora em ritmo mais moderado do que em julho. Os alimentos registraram deflação de 0,22%, ante uma queda de preços de 0,54% no mês anterior. Os transportes passaram de uma deflação de 1,54% para 0,17%. Os gastos com vestuário passaram de uma queda de preços de 1,04% em julho para uma inflação de 0,42%. Mais dois grupos tiveram inflação mais alta em agosto: educação, leitura e recreação (cuja taxa passou de 0,48% em julho para 0,67%) e comunicação (de 0,05% para 0,11%).
Os três grupos de despesas restantes registraram redução do IPC-C1: habitação (de 0,29% para 0,23%), despesas diversas (de 0,44% para 0,14%) e saúde e cuidados pessoais (de 0,26% para 0,19%). O IPC-C1 acumula taxas de 2,79% no ano e de 5,36% nos últimos 12 meses.
Tags:
Relacionados
Edições digital e impressa
Utilizamos cookies e outras tecnologias. Ao continuar navegando você concorda com nossa política de privacidade.