Rio de Janeiro, 01 de Setembro de 2026

Economista de esquerda assume maior banco da Argentina

Criticada por ser filha do ministro da Defesa, a economista argentina María Delfina Rossi chefiará o Banco de la Nación, foi elogiada por Varoufakis e posa com foto de Che.

Sábado, 15 de Agosto de 2015 às 16:03, por: CdB
Por Redação, com Opera Mundi - de Buenos Aires Criticada por ser filha do ministro da Defesa, a economista argentina María Delfina Rossi chefiará o Banco de la Nación, foi elogiada por Varoufakis e posa com foto de Che. María Rossi, de 26 anos, define-se como “feminista, ecologista e de esquerda”. Apesar do perfil – e idade – de militante universitária, ela foi nomeada nesta semana como a nova diretora do Banco de la Nación, o maior da Argentina.
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María Delfina posa ao lado da foto de seu ídolo e conterrâneo, o guerrilheiro Ernesto Che Guevara
Em 2014, Delfina se candidatou a deputada europeia pela coalizão de esquerda (ICV-EUiA), mas não foi eleita Os mais críticos ressaltaram que a escolha teve viés político e hereditário, já que a jovem é filha do ministro da Defesa, Agustín Rossi — fato refutado pela nova diretora. – Meus títulos não são de parentesco, e sim acadêmicos – rebateu, em entrevista à agência oficial argentina Télam. Nascida na cidade de Rosário, mas politizada na Espanha, Maria Delfina obteve licenciatura em Economia na Universidade Autonoma de Barcelona (2006-2010), onde teve ativa participação em movimentos de esquerda. Em seguida, fez mestrado na mesma disciplina no Instituto Universitário Europeu, na cidade italiana de Florença. – Cheguei ao banco pela minha trajetória acadêmica e profissional. Parece que alguns miraram mais os dados do meu DNI (Documento Nacional de Identidade) dos que meus outros antecedentes – ironizou. Entre 2012 e 2014, a jovem fez uma pós-graduação em Ciências Políticas e Governo, na Universidade de Londres. E, no ano passado, se candidatou a deputada europeia pela coalizão de esquerda Iniciativa por Catalunya Verds-Esquerra Unida i Alternativa (ICV-EUiA), mas não foi eleita. Ela ainda faz outra pós em Assuntos Públicos, na Universidade do Texas. Além disso, em seu currículo, ela expõe como experiência profissional seu cargo de “assessora política” do eurodeputado catalão pelo partido Izquierda Unida, Raül Romeva, considerado na Espanha uma espécie de “Varoufakis espanhol” pelo perfil semelhante ao do ex-ministro das Finanças grego. Varoufakis, aliás, foi um dos economistas que saudou a nomeação de Rossi à frente do banco de propriedade estatal argentino. Em carta à mandatária, Cristina Kirchner, o ex-ministro grego e professor universitário classifica a jovem como “talentosa, trabalhadora e profissional”. O decreto com a designação da jovem de 26 anos à maior instituição financeira do país leva a assinatura de Cristina Kirchner; do chefe de Gabinete, Aníbal Fernández; e do ministro de Economia, Axel Kicillof.
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