Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Economista da FGV diz que Brasil sem Miséria vai melhorar muito os indicadores sociais do país

Quinta, 02 de Junho de 2011 às 11:05, por: CdB

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - O chefe do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV), Marcelo Néri, qualificou de “momento histórico” o lançamento do Plano Brasil sem Miséria, pela presidenta Dilma Rousseff. Ele acredita que o Brasil deverá colher uma “safra muita boa” de indicadores sociais na próxima década.

O economista da FGV disse à Agência Brasil que o plano dá, ao combate à miséria, "um peso institucional que nunca teve”. E sinaliza na direção da continuidade, uma vez que colhe resultados sociais traduzidos pela queda de 67% da pobreza extrema desde o Plano Real. “A desigualdade está no mínimo histórico. E, nesse momento, você resolve abrir outra frente para plantar e colher outros resultados, mas já usando a própria colheita como semente”.

Entre as inovações consideradas interessantes, Marcelo Néri destacou o “federalismo social”. Para ele, os municípios tiveram uma atuação muito importante no combate à pobreza, mas com  pouca participação relativa dos estados. Outro fator destacado foi a elevação do número de filhos (de três para cinco) que passarão a contar com os benefícios do Programa Bolsa Família. “No mês que vem, a miséria vai ser menor. Você vai incorporar 1,3 milhão de pessoas, basicamente, crianças”.

O economista da FGV só acha que o número de miseráveis no Brasil foi subestimado pelo governo. Mas ele não compartilha a crítica de alguns economistas sobre o impacto fiscal do programa. “É barato combater a pobreza”, assegurou.

Edição: Vinicius Doria

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