Em sua edição desta semana, a revista britânica The Economist afirma que o Brasil é uma "superpotência econômica" e que possivelmente o país pode virar uma potência de petróleo. As atuais condições econômicas do país o credenciariam a ingressar no seleto grupo dos países mais ricos do mundo, o G8. No editorial intitulado "Uma superpotência econômica, e agora com petróleo também", a revista afirma que "há motivos para se acreditar que a potência econômica da América do Sul de 190 milhões de habitantes está começando a fazer a diferença no mundo".
A revista diz que a comparação do crescimento do Brasil com a forte expansão chinesa é "enganosa", já que a China é um país mais pobre. "É muito mais difícil para um país de média renda, como o Brasil, crescer neste ritmo", diz a revista. Além do editorial, o Brasil também é destaque em outros dois artigos da edição desta semana da revista. No texto "Os prazeres do tédio", a revista diz que o Brasil cuidou dos três maiores problemas que causaram a crise dos anos 1980: inflação, dívida e democracia.
Já no artigo intitulado "Mais recompensa", The Economist afirma que as informações de que o Brasil teria descoberto mais petróleo devem gerar grande alegria no governo. No entanto, a revista alerta que a possível "receita extra (do petróleo) pode acentuar ainda mais as fraquezas da economia brasileira, que inclui um real forte e um setor público superestimado".
Na segunda-feira, no Rio, o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima, afirmou que o bloco Carioca (BM-S-9), localizado na Bacia de Santos, seria cinco vezes maior que o megacampo de Tupi, com reservas em torno de 33 bilhões de boe (barris de óleo equivalente). Isso tornaria o Carioca o terceiro maior campo de petróleo do mundo. Em janeiro, a Petrobras comunicou a descoberta do campo de Júpiter, próximo à área de Tupi, na Bacia de Santos.
À época, o diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella, sinalizou que ele poderia tornar o Brasil auto-suficiente na produção de gás natural. A diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria da Graça Foster, afirmou que o Brasil poderia até mesmo se tornar um exportador.