A segunda etapa da viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à África, o Gabão, será marcada por uma agenda essencialmente econômica, apesar da previsão de assinatura de acordos nas áreas de saúde e educação.
A Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) está aumentando seus investimentos na exploração de minas de manganês e o objetivo, segundo o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, é fazer do país um dos maiores produtores do mundo. Ao Brasil também interessa entrar no mercado do petróleo gabanês, um grande produtor africano, acrescentou.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegará à capital do Gabão, Libreville, no fim da manhã (horário de Brasília). Será uma visita de Estado, em retribuição àquela feita pelo presidente Omar Bong Ondimba há dois anos.
Segundo o diretor do Departamento da África do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Pedro Motta Coelho, o Gabão é um país pequeno, com 1,2 milhão de habitantes e uma economia estável.
- O Gabão pode ser uma plataforma importante para o Brasil, dentro da política que o governo pretende, de aproximação com os organismos regionais africanos - afirmou Motta Coelho.
O Brasil, explicou o embaixador, tem interesse tanto político como econômico com o Gabão.
- O país tem sido muito ativo nos focos de conflitos na África Central. Está prevista a assinatura de acordo sobre consultas políticas - informou Motta Coelho.
Durante a permanência no Gabão, Lula terá encontros reservados com o presidente Ondimba, além do daquele país, Omar Bongo Ondimba, e também assinará atos. Lula deixará o Gabão às 12h (horário local), com destino a Cabo Verde, última parada dessa viagem à África.
No país, ele será condecorado com a medalha da Ordem Amílcar Cabral, que foi um guerrilheiro líder de movimentos de libertação em países africanos. Em 1956, Cabral fundou o Partido Africano para lutar pela independência de Guiné Bissau e Cabo Verde. Ele foi assassinado em 1973.