Rio de Janeiro, 03 de Setembro de 2026

Economia pisa no freio mas ainda assim cresce 7% este ano, diz Mantega

Ministro da Fazenda, Guido Mantega reiterou, nesta segunda-feira, a avaliação de que a economia desacelerou no segundo trimestre, prevendo alta de 0,5 a 1,0% do Produto Interno Bruto (PIB) frente ao início do ano. O dado oficial será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira.

Segunda, 30 de Agosto de 2010 às 08:28, por: CdB
Ministro da Fazenda, Guido Mantega reiterou, nesta segunda-feira, a avaliação de que a economia desacelerou no segundo trimestre, prevendo alta de 0,5 a 1,0% do Produto Interno Bruto (PIB) frente ao início do ano. O dado oficial será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira. No primeiro trimestre, o país cresceu 2,7% em relação aos três meses imediatamente anteriores, impulsionado principalmente pelo desempenho da indústria e investimentos. – O PIB dos segundo trimestre será muito inferior ao do primeiro trimestre, evidentemente – disse Mantega a jornalistas após palestra na abertura do 7º Fórum de Economia da Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo. Apesar disso, o ministro afirmou que a taxa de crescimento em relação ao ano anterior deve manter-se entre 6,5 e 7%, ainda acima da média projetada de 5,8 a 6,0% de expansão entre 2011 e 2014. Para 2011, a projeção do titular da Fazenda é de 5,5% de expansão. – O Brasil está entre os países mais dinâmicos do mundo – disse Mantega durante sua apresentação, na qual também comemorou o fato de a inflação se manter perto da meta mesmo com o crescimento superior à média. Mantega disse ainda que não acredita em um retorno dos Estados Unidos à recessão. Sobre o próximo governo, o ministro disse que um dos principais desafios é manter os investimentos em um patamar elevado. Para isso, disse, será preciso que o setor privado "participe mais do financiamento de longo prazo." Segundo ele, medidas nesse sentido devem ser anunciadas em breve. O ministro disse ainda que o câmbio deve sofrer desvalorização no futuro, diante do crescente mas "passageiro" déficit nas transações correntes, e que é possível que o país tenha déficit nominal zero nos próximos anos. Em julho, último dado disponível, o setor público consolidado brasileiro registrou o pior resultado fiscal para o mês de toda a série histórica, com superávit primário de R$ 2,454 bilhões. O déficit nominal, que leva em conta as despesas com juros, alcançou R$ 14,310 bilhões.
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