O Brasil registrou, em março, um superávit primário recorde para o mês, ajudado pelas estatais, mas encerrou o primeiro trimestre do ano com "economia" menor que em igual período do ano passado. O superávit primário do setor público consolidado alcançou R$ 13,186 bilhões no mês passado, frente a R$ 12,258 bilhões em março de 2005, informou o Banco Central nesta quarta-feira.
Em 12 meses encerrados em março, o superávit primário é equivalente a 4,39% do Produto Interno Bruto (PIB), acima da meta fiscal de 4,25% do PIB estipulada para este ano. No primeiro trimestre, no entanto, o superávit acumulado foi de US$ 20,981 bilhões (ou 4,39% do PIB) e ficou abaixo da cifra de R$ 27,677 bilhões (ou 6,32% do PIB) de igual período de 2005. O desempenho das contas públicas é um dos dados mais acompanhados por investidores, principalmente num ano eleitoral em que crescem os temores de aumento dos gastos públicos.
No mês passado, o superávit primário foi turbinado pelo resultado das estatais, de R$ 5,494 bilhões, ante R$ 3,311 bilhões em igual mês do ano passado. Os governos regionais (Estados e municípios) registraram saldo positivo de R$ 2,077 bilhões, frente R$ 1,742 bilhão em março de 2005. O governo central (formado por governo federal, Banco Central e Previdência) obteve superávit de R$ 5,614 bilhões, inferior ao de R$ 7,205 bilhões do ano passado.