Economia norte-americana cresce mais rápido no terceiro trimestre
A economia dos Estados Unidos cresceu mais rápido do que o inicialmente estimado no terceiro trimestre, com os empresários agressivamente acumulando estoques, mas a demanda doméstica permaneceu lenta.
A economia dos Estados Unidos cresceu mais rápido do que o inicialmente estimado no terceiro trimestre
A economia dos Estados Unidos cresceu mais rápido do que o inicialmente estimado no terceiro trimestre, com os empresários agressivamente acumulando estoques, mas a demanda doméstica permaneceu lenta.
O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu à taxa anual de 3,6%, em vez dos 2,8% divulgados anteriormente, informou o Departamento de Comércio nesta quinta-feira.
Economistas consultados pela Reuters esperavam que a expansão do PIB seria revisada para 3,0%.
O ritmo do terceiro trimestre é o mais rápido desde o primeiro trimestre de 2012 e marcou uma aceleração ante a taxa de 2,5% do período entre abril e junho.
As empresas acumularam o equivalente a 116,5 bilhões em estoques, o maior incremento desde o primeiro trimestre de 1998. O dado compara-se a estimativas anteriores de apenas US$ 86 bilhões.
Os estoques representaram 1,68 ponto percentual no avanço do PIB registrado no trimestre de julho a setembro, a maior contribuição desde o quarto trimestre de 2011.
A contribuição dos estoques havia sido estimada anteriormente em 0,8 ponto percentual. Excluindo estoques, a economia cresceu a uma taxa de 1,9 %, em vez do ritmo de 2,0% previsto no mês passado.
Um indicador de demanda interna cresceu a uma taxa de apenas 1,8%.
O forte acúmulo de estoques diante da desaceleração da demanda significa que as empresas terão de reduzi-los, o que vai pesar sobre o crescimento do PIB neste trimestre.
As estimativas de crescimento do quarto trimestre estão pessimistas, com uma paralisação de 16 dias do governo em outubro devendo retirar até meio ponto percentual do PIB.
Os gastos dos consumidores, que representam mais de dois terços da atividade econômica dos EUA, foi revisado para baixo a uma taxa de 1,4%, a menor desde o quarto trimestre de 2009. As despesas haviam sido estimadas anteriormente em uma alta de 1,5%.
Os gastos dos consumidores cresceram a uma taxa de 1,8% no período de abril a junho.
Os gastos das empresas foram revisados para cima, mas estimativas de construção residencial foram reduzidas. O déficit comercial foi maior do que o estimado anteriormente, resultando em um impacto neutro do comércio para o crescimento no terceiro trimestre.
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