Segunda, 16 de Dezembro de 2013 às 11:51, por: CdB
O Deutsche Bundesbank, em nota otimista, prevê mais crescimento para os próximos meses
O Bundesbank, Banco Central alemão, espera que a maior economia da Europa cresça fortemente nos próximos meses, auxiliada pela recuperação na indústria, como a automobilística, e pela melhora das confianças empresarial e do consumidor. A instituição divulgou nota no final da manhã desta segunda-feira.
O BC alemão, porém, gerou preocupações de que o imposto planejado sobre transações financeiras possa prejudicar os empréstimos bancários. As autoridades econômicas, ainda assim, elevaram suas projeções de crescimento para este ano e para o próximo no início de dezembro e informou no relatório mensal esperar que a produção industrial, especificamente a produção de automóveis, acelere.
"Apesar de iniciar de maneira cautelosa o último trimestre (deste ano), pode-se esperar que a economia alemã irá crescer fortemente no período de inverno (no hemisfério norte) entre 2013 e 2014", informou o banco.
Produtividade nos EUA
Em outro relatório, também divulgado nesta manhã, a produtividade fora do setor agrícola nos Estados Unidos teve o maior aumento em quase quatro anos no terceiro trimestre, mas uma queda nos custos unitários de trabalho destacaram a falta de pressão inflacionária, reforçando os argumentos para que o Federal Reserve, banco central norte-americano, mantenha seu estímulo monetário.
A produtividade avançou a uma taxa anual de 3,0%, após aumentar 1,8% no segundo trimestre, informou nesta segunda-feira o Departamento do Trabalho, conduzida pelo crescimento de 4,7% na produção. A leitura foi revisada para cima ante a estimativa anterior e ficou levemente acima do aumento de 2,8% que analistas previram em pesquisa da Reuters. Foi o maior aumento desde o quarto trimestre de 2009.
No setor industrial dos Estados Unidos, o crescimento foi contínuo neste mês, embora a uma taxa levemente menor do que o esperado, com o nível de emprego aumentando no ritmo mais rápido em nove meses, mostrou a pesquisa Índice dos Gerentes de Compras (PMI), também nesta segunda-feira.
O instituto Markit informou que seu PMI preliminar da indústria dos EUA caiu para 54,4, ante máxima em 10 de meses de 54,7 em novembro. Economistas consultados pela Reuters esperavam leitura de 55,0. Uma leitura acima de 50 indica expansão na atividade econômica. O subíndice de produção recuou para 57,3, ante 57,4 em novembro, quando foi registrado o resultado mais forte em 20 meses.
– Durante o quarto trimestre como um todo, a indústria desfrutou o seu melhor desempenho desde o início do ano – disse o economista-chefe do Markit, Chris Williamson.
O subíndice de emprego subiu para 53,7, ante leitura final de novembro de 52,3, "somando-se às indicações de que a força de trabalho da indústria está crescendo em um ritmo razoável novamente", acrescentou Williamson.
Safra russa
Em outra nota positiva, a Rússia, uma dos maiores exportadores mundiais de trigo, elevou sua meta para a safra 2014 de grãos para 95 milhões de toneladas, alta ante a meta de 90 milhões de toneladas, disse nesta segunda-feira o ministro da Agricultura, Nikolay Fyodorov. A nova previsão inclui 55 milhões de toneladas de trigo, disse Fyodorov em uma conferência de imprensa em Moscou.
Ele acrescentou que os estoques estatais de grãos precisam subir para 5 milhões de toneladas, ante as atuais 1,7 milhão de toneladas. As condições climáticas até o momento nesta temporada têm favorecido o plantio de cereais de inverno na Rússia, elevando a possibilidade de uma boa colheita em 2014, apesar da redução na área plantada e do plantio tardio.
A Rússia colheu 96,4 milhões de toneladas de grãos em 2013.
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