Rio de Janeiro, 20 de Janeiro de 2026

Economia estável justifica divisão do comitê

Os três diretores do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central que defenderam, na última reunião, um corte maior do juro argumentaram que a contribuição das importações para o controle da inflação poderá ser "maior do que a inicialmente contemplada". (Leia Mais)

Quinta, 26 de Abril de 2007 às 10:09, por: CdB

Os três diretores do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central que defenderam, na última reunião, um corte maior do juro argumentaram que a contribuição das importações para o controle da inflação poderá ser "maior do que a inicialmente contemplada". A maioria do Copom, contudo, avaliou que o cenário macroeconômico de crescimento "robusto" da demanda e da atividade, aliado às incertezas do impacto dos recentes reduções da Selic, justificavam a manutenção do ritmo de corte em 0,25 ponto percentual.

As avaliações também constam da ata divulgada nesta quinta-feira. Na semana passada, o Copom decidiu por 4 votos a 3 cortar a Selic em 0,25 ponto, para 12,50% ao ano. A redução veio em linha com o esperado pelo mercado, mas o dissenso surpreendeu analistas, que passaram a considerar reduções mais agressivas da Selic nos próximos meses e aguardavam com ansiedade a divulgação da ata.

Os diretores informaram ainda que a projeção do BC para o IPCA em 2007, com base em cenário que leva em conta taxas de câmbio e de juros estáveis, sofreu ligeira alta, mas permanece abaixo da meta central de 4,5%.

- A ata tentou passar uma mensagem que não exacerbasse os efeitos do dissenso na decisão da semana passada. O ponto 'negativo' é a elevação da expectativa de inflação do BC para o ano-calendário de 2007. Muito provavelmente as projeções de novos cortes serão revistas - afirmou Darwin Dib, economista do Unibanco, a jornalistas.

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