A economia dos Estados Unidos se contraiu em um ritmo mais lento que o esperado no segundo trimestre, enquanto a queda no investimento comercial e residencial diminuiu acentuadamente, mostraram dados do governo nesta sexta-feira. O Produto Interno Bruto (PIB), que mede a produção total de bens e serviços dentro dos EUA, caiu 1% na taxa anualizada, informou o Departamento de Comércio, após a retração de 6,4% no primeiro trimestre, maior declínio desde a leitura equivalente no primeiro trimestre de 1982. A queda divulgada inicialmente era de 5,5%. Com a contração no segundo trimestre, o PIB norte-americano cedeu em quarto trimestres consecutivos pela primeira vez desde o início dos registros do governo em 1947.
Zona do Euro
Do outro lado do Atlântico Norte, o desemprego na zona do euro atingiu 9,4% em junho, o maior nível em 10 anos, embora abaixo do esperado por analistas, enquanto os preços ao consumidor registraram deflação em julho acima das expectativas, mostraram dados nesta sexta-feira. A taxa de desemprego nos 16 países que compõem a zona do euro subiu ante maio, que teve o seu resultado revisado para uma taxa de 9,3%, com 158 mil pessoas sendo demitidas, informou a agência oficial de estatísticas da União Européia, a Eurostat.
Diante da leitura preliminar de maio de uma taxa de desemprego de 9,5%, economistas esperavam uma leitura de 9,7% em junho. Mesmo ficando abaixo do previsto, o dado apurado em junho é o maior desde junho de 1999. Em separado, a Eurostat divulgou que os preços ao consumidor na zona do euro caíram 0,6% na base anual em julho, o segundo mês consecutivo de variação negativa desde a criação da região em 1999. Em junho, houve queda de 0,1%. Analistas esperavam uma deflação de 0,4% em julho.